PÁSCOA

Chocolates e doces em excesso trazem sérios problemas

07 Abril 2017 15:56:43

Nutricionista alerta sobre os malefícios do consumo de alimentos ricos em açúcar

Bárbara Gardin
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Chocolate, paçoca, bolo, torta de morango, brigadeiro. Alimentos esteticamente bonitos e tão saborosos, que nem aparentam o quanto podem causar uma série de problemas à saúde. O consumo de alimentos como esses, traz complicações para quem o consome em excesso, realidade que acontece nesta época em que vivemos, a Páscoa.

É preciso ter cuidado além do consumo próprio, na tentativa de agradar filhos, netos, afilhados, e familiares com o presente do ‘coelhinho’. Por se tratar de uma data específica para consumo de tais alimentos, o cuidado acaba ficando em segundo plano, e é aí que se deve tomar atenção.

A nutricionista, Tuany Fiorentin Luz, relata sobre os principais malefícios à saúde com o consumo de doces em excesso.  O primeiro deles é o aumento de peso, seguido de aumento dos níveis de triglicerídeos no sangue, maiores chances da pessoa desenvolver câncer, aumento dos riscos de desenvolver diabetes e também doenças cardiovasculares.

CONSUMO CONSCIENTE
Ela ressalta que é importante manter o equilíbrio para que tais problemas não venham ocorrer, principalmente com os que tendem a consumir em maior número. “No caso das crianças, uma opção seria os pais não deixarem os chocolates a livre demanda, oferecendo apenas um pouco de cada vez”, destaca a nutricionista.

A recomendação para um consumo equilibrado de chocolate, é de no máximo 30 gramas por dia, o que equivale a quatro quadradinhos da barra comum.  Segundo a nutricionista, as melhores opções de chocolate são os com maior quantidade de cacau, que além de possuir menos açúcar, tem funções antioxidantes que são importantes para o organismo.

“Esta opção conta com a presença de flavonóides e polifenóis, que contribuem para a circulação sanguínea, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. Além de promover a liberação de endorfina que traz a sensação de bem-estar. Porém, devemos manter um consumo equilibrado também, seguindo as mesmas 30 gramas recomendadas”, enfatiza.

Além dos chocolates, outros alimentos ricos em açúcar também merecem atenção ao serem ingeridos, como o refrigerante e, por exemplo. Para estes alimentos, não há uma regra específica de consumo, segundo ela. Porém, ressalta que é preciso usar a consciência sempre. “Deve-se levar em consideração quais serão os benefícios e malefícios que aquele alimento trará para a nossa saúde e para o nosso organismo”.

 

Ela complementa que o consumo de açúcar refinado não é propriamente necessário ao organismo. Segundo a nutricionista, o corpo humano necessita de gorduras, proteínas, vitaminas e minerais, e nenhum grama sequer de açúcar. A glicose que o nosso cérebro necessita diariamente provem do açúcar já presente nos alimentos fonte de carboidratos, e não é prejudicial à saúde.  Segundo as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), o consumo de açúcar não deve ultrapassar 50 gramas por dia.

 

DIET E LIGHT
Ao ler e ouvir estas palavras, automaticamente associamos a algo ‘menos’ prejudicial a nossa saúde. Em alguns casos sim, porém, alimentos assim rotulados nem sempre podem ser totalmente saudáveis. “Quando um ingrediente é retirado, pode haver mudanças na textura, cor e sabor, sendo necessário aumentar a quantidade de outro ingrediente para compensar, como gorduras e sódio. Devemos ficar atentos à lista de ingredientes, tabela nutricional e a presença desses dos mesmos”, explica a nutricionista.

 

Jovens atingem quase 30%

Uma pesquisa do Ministério da Saúde aponta que um em cada cinco brasileiros consome doces em excesso, cinco vezes ou mais na semana. O índice é ainda maior entre os jovens: 28,5% da população de 18 a 24 anos possui alimentação com excesso de açúcar. Nessa faixa etária, 30% também costuma beber refrigerantes diariamente. Esses hábitos preocupam diante do avanço de doenças crônicas no país, em especial o diabetes. A doença atinge atualmente 7,4% da população adulta do país, acima dos 5,5% registrados em 2006. Os dados são da pesquisa de 2015 da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico).

 

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