MAL SILENCIOSO

Prevenção é melhor forma de evitar pé diabético

17 Março 2017 15:18:35

Problema é decorrente do diabete, e se não for tratado a tempo pode causar amputação

Adriana Souza
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Foto: Adriana Souza
O médico cirurgião vascular, Cristiano explica como ocorre pé diabético

Mais de 16 milhões de brasileiros adultos sofrem de diabetes, isso é o que revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). O pé diabético é um dos desdobramentos do diabete, e se não tratado a tempo pode chegar a causar a amputação.

“Quem tem diabete há alguns anos é um candidato a ter neuropatia, que associada a alterações na circulação sanguínea, torna o paciente mais vulnerável a infecções nos pés”, explica o médico cirurgião vascular, Cristiano Teixeira Barbosa Pinto.

TRATAMENTO

O tratamento na maioria dos casos de pé diabético envolve procedimento cirúrgico. “O objetivo é tratar a circulação, proteger as feridas e aliviar a compressão, além de tratar as infecções. Alguns locais de grande risco de feridas são os dedos e os sulcos entre eles. Porém, vale reforçar que a melhor forma de tratar o pé diabético é preveni-lo, visto que é uma situação que não tem cura”, menciona o médico cirurgião vascular.

Segundo ele, os procedimentos podem ser realizados por meio de ponta de safena (que faz um desvio na circulação), ou a angioplastia (que visa desobstruir o vaso). “Nos casos mais graves de infecção generalizada, em que é impossível reverter o quadro, ou seja, boa parte do pé já está afetada, é necessário realizar a amputação”, avalia.

Para tratar o paciente com pé diabético é preciso o acompanhamento de vários especialistas, mas cada caso depende de uma avaliação única. O médico destaca a importância da participação da família nos cuidados.

“Em muitos casos, há a perda da sensibilidade do pé. A pessoa bate ou se machuca e nem sente. Por isso, é necessário que a família esteja também sempre atenta, principalmente no caso de pessoas que já tenham o diagnóstico de diabete”, orienta o médico.

DIABETE E O PÉ DIABÉTICO

O diabete é uma doença que vai entupindo as artérias, e isso desenvolve a macroangioplastia e a microangioplastia. “Em ambos os casos o sangue não chega até a extremidade do corpo. Alguns sinais que isso está acontecendo é a pele ficar mais sensível ou descamando, alteração no formato dos pés, perda de pelos e unhas”, explica.

Cristiano esclarece que existem três tipos de pé diabético: o angiopático – que apresenta dificuldade de circulação sanguínea; o neuropático – que interfere na sensibilidade do pé; e o infeccioso – mas pré disponível a infecção. “Geralmente, os tipos acabam se manifestando de forma associada, as vezes um desencadeia o outro”.

Sobre o caso do pé angiopático, “ele não recebe sangue, por isso é tão comum a ligação com o infeccioso. Por exemplo, o paciente tem uma frieira por onde entram bactérias, e o quadro não melhora vai criando uma infecção, isso por que o sangue não chega até o local”, cita.

O médico frisa que por conta de os pés deixarem de receber circulação sanguínea também pode ocorrer o processo de atrofia. “Ele se deforma e muda os pontos de apoio, por isso a pessoa sente dificuldades de caminhar, e muitas vezes a perna chega a travar”, comenta.

AGRAVANTE

A procura tardia pelo tratamento correto também é uma das questões que dificultam. “Geralmente, quando a pessoa vem até o médico é por que já passou por diversos outros profissionais e o problema não foi ‘descoberto’ e tratado como deveria, então a situação vai se agravando”, diz.

O médico diz que em casos de pé diabético infeccioso é necessária internação. “Pois, são pacientes que precisam receber remédio na veia e ter acompanhamento médico diário”.

CUIDADOS COM O PÉ

Evitar qualquer trauma: sejam batidas, queimaduras ou arranhões;

Inspeção diária dos pés e calçados: verificar micoses, rachaduras, bolhas;

Observar se nos calçados tem algum tipo de objeto estranho, como pedras;

Realizar uma higiene rigorosa de pés e dedos. Lavar e secar bem entre os dedos, todos os dias;

Cortar as unhas no contorno dos dedos. Se não consegue, pedir a ajuda para uma pessoa que corte e enxergue bem;

Não andar descalço;

Evitar calor local ou água muito quente para lavar os pés;

Evitar objetos cortantes para calosidades;

Usar calçados ou palmilhas especiais, quando indicados;

Tratar micoses entre os dedos;

Manter sempre controlados a glicemia, hipertensão, colesterol;

Fazer visitas periódicas ao médico e seguir suas orientações. 

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