ALIMENTAÇÃO

Sintomas de intolerância à lactose podem ter outro significado

18 Novembro 2016 10:37:17

Doutissima
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Foto: Reprodução
Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos

A intolerância à lactose é um problema muito mais comum do que se imagina. Estudos apontam que cerca de 70% da população brasileira sofre com o problema em algum nível, sendo que muitos sequer desconfiam.

A intolerância acontece devido à incapacidade do organismo em produzir a enzima chama lactase, responsável por digerir o açúcar do leite. Alguns sintomas podem apontar que a pessoa pode estar intolerante à lactose, como náuseas, diarreia, excesso de gases, dor de estômago, entre outros incômodos.

Diante do surgimento desses sintomas, o recomendado é a realização de dois testes de diagnóstico da intolerância por dois testes. Um é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o paciente recebe uma dose de lactose em jejum. Algumas horas depois, são colhidas amostras de sangue para medir os níveis de glicose. Se não houver alteração, a pessoa é intolerante à lactose. Outro exame respiratório é pago e monitora a quantidade de hidrogênio nos gases exalados após a ingestão da lactose.

Outras doenças com sinais parecidos com a intolerância à lactose

No entanto, apenas o surgimento desses sinais não significa, necessariamente, que a pessoa esteja com intolerância à lactose. Outras doenças que podem causar quadro similar.

_ Alergia à proteína do leite (caseína)
_ Síndrome do intestino irritável
_ Doença celíaca
_ Doença de Crohn
_ Colite ulcerativa
_ Alergias alimentares
_ Endometriose

Muitas vezes, um outro fator pode causar esses sintomas parecidos com a intolerância à lactose: a qualidade do leite consumido. Isso porque a cadeia de produção de leite UHT é cheia de problemas, já que muitas vezes, essas bebidas já chegam nas indústrias contaminadora. Para disfarçar isso, são inseridos estabilizantes no leite. Por isso, sendo você intolerante ou não, é fundamental ficar atento à qualidade do leite que consome.

DIFERENÇAS ENTRE OS TIPOS DE LEITE

Entenda as principais diferenças entre os três tipos de leite:

Tipo A:
É ordenhado mecanicamente, logo em seguida, pasteurizado e envasado na própria fazenda. É um leite mais puro.

Tipo B:
Também é ordenhado mecanicamente, no entanto a pasteurização e o envasamento ocorrem em outro local. Isso pode fazer com que tenham mais agentes microbianos.

Tipo C:
Pode ser extraído manual ou mecanicamente. Fica armazenado em tanques até que ocorra a pasteurização e o envasamento, em outro local. É o tipo que contém o maior número de agentes contaminantes.

Levando tudo isso em consideração, é importante analisar o leite que você consome, assim como a origem de qualquer outro alimento. E diante dos sintomas, procure ficar alguns dias sem consumir o produto para analisar como o seu corpo reage. Não deixe ainda de fazer os exames necessários para constatar se há intolerância à lactose ou outro problema. Vale dizer também que todos os leites, inclusive de cabra e de ovelha, possuem lactose em sua composição.

Sintomas

Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.

Diagnóstico

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.

O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.

 

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