OPERAÇÃO CASTOR

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Rio Azul

14 Novembro 2017 14:26:07

A operação ocorreu na manhã desta segunda-feira (13)

Kelly Ramos
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Foto: Gil Bermudes/RPC
Gaeco cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Rio Azul e em Curitiba

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Curitiba desencadeou na manhã desta segunda-feira (13), a operação Castor, um desdobramento da Operação Argonautas. Nesta fase, os envolvidos são o ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Abib Miguel, o ‘Bibinho’, e em Rio Azul foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa e em empresas do ex-prefeito de Rio Azul, Vicente Solda. Ninguém foi preso.

Ao total, o Tribunal de Justiça do Paraná expediu sete mandados. Segundo o Ministério Público do Paraná, a investigação apura a extração ilegal de madeira em imóveis pertencentes ao ex-diretor da Alep, localizadas no município de Rio Azul, que estão sob sequestro judicial por ordem da 4ª Vara Criminal de Curitiba.

Vicente Solda fala que há um contrato de prestação de serviço, em que ele atuou na retirada da madeira. “Agi de boa fé e isso será provado. Se algo de errado foi feito não sou eu quem deve responder. Sempre trabalhei e continuarei fazendo de cabeça erguida. Também ressalto que essa situação nada tem a ver com as empresas da minha família ou com os meus filhos. Quem tem contrato de pessoa física sou eu e não eles. Mas, já somos acostumados a sofrer com perseguições”, declara.

Durante a operação de busca e apreensão, foram encontradas 11 gramas de maconha na casa do ex-prefeito. Segundo o delegado de Polícia Civil de Rebouças, Eduardo Mady Barbosa, o entorpecente estava em uma cômoda, em roupas, no quarto do casal. Jane Solda, esposa de Vicente, assumiu como dela e em depoimento relatou que a droga estava guardada há aproximadamente cinco anos e que a encontrou em meio a roupas de doações, com o que trabalha há muito tempo. Também informou ao delegado que usou para fim terapêutico, passando na perna.

De acordo com Barbosa, o caso será investigado e devido a quantidade e por não haver denúncias contra ela ou qualquer outro objeto que configurasse tráfico, como balança de precisão ou embalagens, que Jane foi interrogada e liberada.

ARGONAUTAS

A Operação Argonautas foi deflagrada em 2014, quando o ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná foi preso pelo Gaeco em Brasília, no momento em que recebia cerca de R$ 70 mil do administrador de suas propriedades no estado de Goiás. Em 2015, ele foi denunciado pelo MPPR junto com outras doze pessoas por envolvimento em desvios de dinheiro público do legislativo estadual. Segundo a investigação, entre 1997 e 2010 foram desviados mais de R$ 216 milhões (em valores atualizados) envolvendo a contratação de pelo menos 97 funcionários “fantasmas” pela Alep. 

Os recursos desviados eram “lavados” através da aquisição de imóveis urbanos e rurais, em nome do próprio ex-diretor e de seus familiares, em vários estados do país, e de sua posterior exploração (agrícola ou extração de madeira ou minérios, por exemplo). Na denúncia, foram descritos pelo menos 60 imóveis utilizados no esquema, localizados no Paraná, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Santa Catarina e São Paulo.

 

 

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