SEM LICENÇA

IAP dá 180 dias para Prefeitura de Irati desativar aterro sanitário

30 Junho 2017 15:12:34

Como medida emergencial, Derbli afirma que o município passará a fazer o transbordo do lixo

Kelly Ramos
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Foto: Nilton Pabis
Aterro, localizado no Pinho de Cima, opera de forma irregular e atividades devem ser suspensas em seis meses

A Prefeitura de Irati foi notificada, na semana passada, pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O motivo é o aterro sanitário, que não possui licenciamento ambiental para operar, sendo notificado pela última vezes no dia 5 de abril de 2016, por executar atividade poluidora. O prazo máximo para encerramento das atividades no local é de 180 dias. Em caso de descumprimento das determinações, haverá aplicação de multa administrativa e ajuizamento de ação civil.

Segundo o IAP, além da não disposição de resíduos sólidos urbanos no aterro, ainda a Prefeitura deverá apresentar planos de recuperação da área, devido o impacto ambiental que foi causado no local, além de um cronograma das atividades que deverão ser desenvolvidas.
Segundo o prefeito Jorge Derbli, o município está buscando uma nova área para aterro. "Não é fácil, porque necessita de licenciamentos, além da compra do terreno, que passa por adaptações, implantações de células, além de outros aspectos", explica.
Como medida emergencial, o prefeito anuncia que a Prefeitura vai abrir um processo de licitação, em julho, para contratação de uma empresa para transbordo dos resíduos para outra cidade. "Não temos outra opção, até porque o município já possui sete notificações do Ministério Público em relação a essa área, onde está sendo depositado o lixo produzido pela população de Irati".
Derbli ressalta que esse é um problema de anos, que passou por várias administrações, mas não foi resolvido.

CUSTO

O prefeito explica que o cálculo inicial é que o transbordo vai custar ao município aproximadamente R$ 200 mil, por mês. "Vai ser difícil conseguir bancar mais essa despesa. Vamos ter que fazer economia em outras áreas para manter esse serviço".
Questionado sobre a possibilidade de aumentar a taxa do lixo, Derbli afirma que não, porque hoje são cobrados em torno R$ 11 por habitante. "Pensamos em talvez adequar a forma de cobrança, porque uns produzem pouco e outro três vezes mais e pagam o mesmo valor. Quem sabe vamos fazer baseado no consumo de água, proporcional ao que é gasto", expõe.
Em relação a recomposição do atual aterro sanitário, o prefeito fala que ainda não sabe o quanto será gasto para recuperar a área, mas que será preciso um trabalho técnico, devido a contaminação que ocorreu.

RECICLÁVEL

Outra situação apontada pelo prefeito é o lixo reciclável. Ele explica que está sendo montada uma usina na Vila São João, devido problemas apontados pelo Ministério Público em relação ao trabalho com a reciclagem ocorrido no bairro Vila Nova, que ocorre próximo a muitas casas. "O pessoal da cooperativa e da associação deverá sair até julho de onde estão instalados. Temos um barracão que seria destinado a uma indústria, que acabou não acontecendo, e vamos ocupar com uma usina de reciclagem", conta.
Derbli explica que a reciclagem é fundamental para diminuir o que é encaminhado ao aterro e o que será levado por meio de transbordo. "Vamos realizar campanhas, inclusive com as escolas, para que os iratienses reciclem mais. É um apelo que fazemos".

AMCESPAR

Em Cianorte, os prefeitos da Associação dos Municípios do Centro-Sul do Paraná (Amcespar) visitaram um aterro gerenciado pela Sanepar. Há um estudo para implantação na região. Porém, é algo que no mínimo leva dois anos. "Estamos buscando solução, novas técnicas para atender a todos os municípios", comenta.



 


 

 

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