SAÚDE

Instalação do SAMU regional é discutida em audiência pública

12 Junho 2018 14:05:08

A maior preocupação na reunião foi o custo do serviço para o município

Jaqueline Lopes
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Foto: Jaqueline Lopes
O diretor da Política de Urgência e Emergência do Paraná, Vinícius Filipak, palestrou sobre o SAMU e sanou dúvidas da população

Na última sexta-feira (08), aconteceu na Câmara de Vereadores de Irati, a Audiência Pública para discussão da implantação do SAMU na região. Na ocasião, estava presente o diretor da Política de Urgência e Emergência do Paraná, Vinícius Filipak, que palestrou sobre o projeto, importância e desafios para a instalação do serviço na região, e ainda tirou dúvidas da população.

A maior preocupação dos presentes é em relação ao custo do serviço para Irati. E nisso o diretor explicou que esse era o objetivo da reunião, em tirar todas as dúvidas da população. “O objetivo foi tentar esclarecer tanto da parte estrutural do funcionamento do serviço, quanto da parte administrativa. O que a gente pode entender desse processo é que 88% do estado já analisou e está em funcionamento, beneficiando diretamente a população”, disse.

Em relação aos dados Filipak explicou durante a audiência que no Paraná 336 cidades já trabalham com o sistema do SAMU, e a redução de infarto e AVC no estado, do ano de 2010 a 2017, foi de 22%.  O valor do financiamento é determinado pela constituição, e é triparte, ou seja, uma parte do recurso é do Governo Federal, outra do Governo do Estado e outra do município.

O prefeito de Irati, Jorge Derbli, também esteve presente na audiência, e em seu discurso falou sobre os gastos da saúde. “Hoje o valor do orçamento destinado a saúde não é suficiente para atender a demanda do município, porque saúde é uma coisa que precisa de muito recurso. E não depende só de mim para a implantação do SAMU, preciso da aprovação do Conselho de Saúde, da Câmara de Vereadores, para que a gente tenha aqui em Irati o melhor atendimento em saúde. Vamos fazer um estudo e vamos o mais rápido possível ter uma determinação”, discursou o prefeito.

A secretária de Saúde de Irati, Magali de Camargo, também falou sobre o serviço em Irati, e enfatiza que precisa ser estudado os custos com as autoridades. “Nós precisamos administrar isso, onde eu vou ter que reduzir ações, no que eu vou ter que economizar, e não só a secretaria de Saúde, a administração no geral do município. Nós vamos levar nossa proposta no que podemos reduzir e vamos aguardar que a administração também se posicione”, explica.

A secretária também observa que será discutido no Conselho de Saúde de Irati, nesta semana, sobre a implantação do serviço. “O ante-projeto de lei que é o Executivo que solicita ao Legislativo está pronto, adequado. Na quarta-feira eu vou levar ao Conselho de Saúde, para mais uma discussão, acredito que é a quarta vez que estamos discutindo isso no Conselho e ver se a gente já consegue trazer essa deliberação na próxima semana. Depois vai para o Legislativo”, explica.

Magali também explana que hoje em Irati não há problemas com o transporte de passageiros, pois conta com o atendimento de empresa terceirizada e as próprias ambulâncias, e quando necessário tem o apoio do estado. “A grande solução que vem compor o SAMU é a resolução, é levar o paciente no tempo certo, no lugar certo, o SAMU vai atender a ocorrência, e vai direto para Ponta Grossa ou Curitiba. Então esse tempo que se ganha não tem preço. É o preço entre a vida e a morte, muitas vezes, ou pelo menos minimizar as sequelas que podem deixar”, enfatiza.

SAMU NA REGIÃO

O serviço do SAMU atenderá os nove municípios da região da Amcespar. Atenderá em torno de 181 mil habitantes. E consiste em SAMU ou UTI móvel, no polo regional (Irati), e mais quatro ambulâncias básicas e um aeromédico de Ponta Grossa, mas também poderá ser usado outro de qualquer lugar do estado.

Os municípios de Fernandes Pinheiro, Imbituva e Rebouças votaram a favor da implantação. Já Rio Azul, Inácio Martins e Teixeira Soares estão com o projeto em votação na Câmara de Vereadores. Irati e Guaramiranga ainda está em discussão a instalação do serviço.

Filipak explica que o serviço torna mais consistente o atendimento de urgência e emergência nos municípios. “O SAMU faz com que toda a população, não importa a classe social ou o local onde vivem, todos eles passam a ter direito da assistência humana e qualificada na urgência, que é o momento de maior sofrimento, e mais solitário de cada um”, explica.

 

 

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