LIÇÕES DE VIDA

O respeito com os idosos e suas histórias de vida é dever de todos nós

06 Setembro 2017 14:45:19

Vamos conhecer sobre o Lar dos Velhinhos, que abriga em Rio Azul 31 idosos

Kelly Ramos
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Foto: Bárbara Gardin
Profissionais que trabalham no Lar dos Velhinhos, em Rio Azul. Entidade atende 31 idosos

Caminhamos para um dia chegarmos à terceira idade, fase em que as pessoas têm de sobra muitos conhecimentos e histórias de vida. Todos, sem exceção, devemos respeitar os idosos e tratá-los com muito carinho e atenção.

Nesta edição vamos contar um pouco sobre o Lar dos Velhinhos – uma instituição localizada em Rio Azul, que atende 31 idosos, vindos de oito municípios da nossa região. Lá eles recebem atenção social, onde se busca, por exemplo, a manutenção dos vínculos com as famílias. Além disso, se prioriza o atendimento a saúde, tendo profissionais de enfermagem, psicologia e fisioterapia, além de atividades de lazer e bem estar.

O projeto Folha na Escola em 2017 trabalha com o tema respeito. Sobre este assunto o enfermeiro e coordenador do Lar dos Velhinhos, Talbian Przybycz, fala que há diversas situações do dia a dia mostram que as pessoas precisam repensar a forma como tratam os idosos. “Eles são humanos, têm uma história de vida. Alguns estão debilitados, mas possuem condições mentais e psicológicas. Não devem ser vistos com olhar de pena”, explica.

Talbian comenta que outras situações são enfrentadas pelas pessoas da terceira idade, como o desrespeito no trânsito. “Quando um idoso vai atravessar a rua, muitos motoristas não param, também há a questão de acessibilidade, que não é encontrada em todos os lugares”, destaca. O coordenador do Lar dos Velhinhos também critica os bancos. “Somente o fato de o idoso ter que chegar ao caixa eletrônico com o cartão e ter que ficar esperando o suporte técnico, alguém para auxiliar a fazer a operação que deseja, é muito constrangedor”, completa.

Sobre as instituições que acolhem os idosos, Talbian fala que elas ainda são muito discriminadas. “Elas servem para dar um melhor atendimento a essas pessoas e não é um depósito de idosos. Não é porque eles estão em casa que não estão abandonados por suas famílias, o que é ainda pior, porque não é uma situação visível”, ressalta.

No Lar dos Velhinhos ainda os idosos recebem auxilio religioso, sendo a maioria deles católicos. Os que são evangélicos também recebem visitas de pastores ou participam de cultos. “Damos amparo assistencial e médico. Também nos preocupamos com o lazer deles e com a inclusão na sociedade. Sempre que possível eles também têm que viver a vida fora daqui”, comenta Talbian.

Conheça um pouco sobre a vida de dois moradores

IMG_0945.JPGDona Olinda

Olinda, 63 anos, tem uma história de vida marcada por muitos obstáculos, que teve que superar. Ela foi casada por oito anos e seu marido, que era alcoólatra, a agredia. Na sequência, foi morar em um asilo em São José dos Pinhais, onde os proprietários além de a forçarem a trabalhar, também a batiam. No seu rosto até hoje há marcas da violência que enfrentou naquela instituição.

Ela tem três filhos, os quais ela já ficou quatro anos sem visitar. Hoje, elas o visita em Curitiba, em uma instituição onde vivem. “Daqui do Lar dos Velhinhos eu gosto, porque é um lugar sossegado para se viver”, conta ela, que vive na entidade há três anos.

Seu Eugênio

Eugênio, 72 anos, nasceu em Cruz Machado, mas mudou-se com a sua família para Mallet. Ele foi casado apenas durante seis anos e sua mulher adoentada faleceu. Ele também perdeu os seus pais e teve que passar por cirurgias nos dois olhos, sendo a melhor opção devido a sua saúde as instituições de acolhimento. Primeiro ele ficou um tempo em União da Vitória e depois foi encaminhado ao Lar dos Velhinhos, onde mora há três anos.

Durante 27 anos o seu Eugênio foi caminhoneiro, profissão que gostava muito e por isso não formou uma família quando era jovem. “Eu tinha saúde, dinheiro, viajava, era alegre. Não esperava esses problemas que enfrentei, não sabia que a vida tomaria esse rumo”, lembra.

Seu Eugênio fala que as pessoas precisam ter mais respeito com os idosos e pensarem em tudo o que já enfrentaram na vida. “Tem muitos que nos tratam de qualquer jeito. É preciso ter mais paciência”, acrescenta.

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