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Vereador de Fernandes Pinheiro quer explicação do prefeito por mau uso de patrola
Esposo de candidata à vereadora opera máquina da prefeitura municipal sem autorização
O primeiro secretário da Câmara Municipal de Fernandes Pinheiro, Arildo de Andrade (PSD) denunciou o atual prefeito, Nei Shuck (PP), por ter liberado o uso de uma máquina motoniveladora para um operador que não é funcionário da prefeitura. O caso foi exposto, inclusive com fotos, na ‘Palavra Livre’ da última sessão do legislativo do município, na terça-feira (7).
Segundo o vereador, na manhã do sábado (3), ele recebeu uma informação anônima de que uma máquina da Prefeitura de Fernandes Pinheiro estava nas proximidades da Colônia São Lourenço realizando serviços de patrolamento em estradas secundárias. Mas, que o operador não é do quadro de funcionários do município.
O vereador foi até o local e verificou, na parte da tarde, que a patrola estava trabalhando próximo a capela da comunidade, onde haveria festa no dia seguinte. Andrade, para comprovar tal fato, fotografou o operador da máquina e distribuiu cópias durante a sessão. Ele ainda contou que, segundo testemunhas, o prefeito esteve orientando em alguns momentos do dia os serviços realizados com o uso da máquina. “O mais grave é que a patrola quebrou no final da tarde ao fazer um serviço de abertura de estrada”, contou o legislador de Fernandes Pinheiro.
Segundo as fotos, a motoniveladora era operada por Carlos Augusto Vagner, morador do Angaí. De acordo com a denúncia, o mesmo não tem vínculo com o funcionalismo da prefeitura e nem autorização por parte do município para operar a referida patrola, que é patrimônio público de Fernandes Pinheiro. Andrade ainda afirmou, que no final da tarde em que ocorreu o flagrante, ao fazer uma abertura de estrada, a máquina acabou sofrendo um superaquecimento, que pode ter sido ocasionado pelo mau uso do bem, o que vai gerar prejuízo aos cofres públicos.
Ainda segundo o denunciante, a liberação de veículos e máquinas públicas fere a Lei Orgânica e a constituição no princípio da impessoalidade, e por consequência enquadrando-se em improbidade administrativa. “Caso os bens públicos pudessem ser liberados ao uso de terceiros, como desejam, não seria necessário os concursos e nem mesmo a nomeação de cargos em comissão, em que se analisa se a pessoa tem as devidas condições e habilitações necessárias para desenvolver tal função”, completou.
Andrade defende que deverá ser aberta uma CPI para verificar o suposto caso, uma vez que esposa de Carlos Augusto Wagner é candidata a vereadora pela coligação que agrupa os partidos da base do atual prefeito. Segundo ele, outro motivo é que a prefeitura tem funcionários qualificados para operar tais máquinas e que é preciso investigar há quanto tempo isso vem ocorrendo e como os serviços não autorizados estão sendo pagos ao operador.
Nilton Pabis