Amor de almas que nem a morte separouquinta-feira, 15 de julho de 2010
Esta semana, a Folha não pode deixar de registrar a morte do casal Obrzut. Evandrolina (Vanda) e Eduardo já não estão mais entre nós, mas com certeza deixaram saudades. “Almas gêmeas”, assim se resume a relação deste casal, que nem a morte separou.
Eduardo e Vanda se casaram no dia 27 de setembro de 1947 e de lá para cá o amor entre os dois só aumentou, isso pode ser confirmado pelos próprios filhos. Foram 63 anos de amizade, fidelidade, companheirismo, carinho e muito amor. Eram almas inseparáveis.
Tudo começou na década de 40, quando o casal se conheceu na Rua XV de Novembro que, na época, era uma das mais movimentadas da cidade, devido ao Cinema que existia no local. Depois disso, o casal se casou e constituiu família. Vanda e Eduardo deixaram quatro filhos, sete netos e um bisneto.
Com o passar do tempo, Eduardo começou a ficar doente. Estava com Mal de Alzheimeir e como o casal era muito ligado, por consequência, Vanda também começou a adoecer, o que lhe causou um infarto. Mesmo depois de doentes, o casal não se separava e quando estavam longe, sempre perguntavam um do outro. A história foi assim durante toda a vida.
Mas, neste último domingo (11), às 23 horas, Vanda veio a falecer por fibrose pulmonar. E, para a surpresa de todos, neste momento, o amor falou mais alto, pois no dia seguinte, por volta das 6h30min, Eduardo também faleceu de bronco-pneumonia aspirativa.
Para a família, a morte dos dois, tão próximas uma da outra, foi muito dolorosa. Ao falar do amor dos pais, os filhos se emocionam, pois relembram os momentos bons que passaram com eles. Duas pessoas fantásticas, que nem a morte conseguiu separar. “Não sabemos se existe vida após a morte, mas acreditamos que os dois estejam juntos em um lugar melhor”, concluem as filhas bastante emocionadas.