IRATI

Promotora explica denúncia contra ex-chefe de Gabinete

22 Setembro 2017 15:01:33

João Almeida Júnior foi exonerado do cargo, após sofrer denúncia de caso de nepotismo

Redação
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Foto: Vinícius Batista
Promotora falou sobre os casos na tarde desta quinta-feira (21)

O ex-chefe de Gabinete do prefeito Jorge Derbli, João Almeida Junior, foi exonerado do cargo. O motivo do desligamento de Almeida seria um possível caso de nepotismo, uma vez que sua mãe, Rita Penteado de Almeida, é secretária de Educação do município. Na tarde desta quinta-feira (21), a promotora de Justiça, Gabriela Cunha Melo Prados, explicou sobre o caso, na sede do Fórum. Segundo ela, a promotoria recebeu uma denúncia anônima, através de email, sobre o caso de nepotismo dentro do poder executivo.

“Os agentes políticos, que são os cargos das secretarias municipais, não denotam nepotismo. No entanto, o senhor João ocupava o cargo de chefe de Gabinete, que não resulta num mesmo nível hierárquico. Caso ele estivesse em uma secretaria municipal não teria problema”, explicou a promotora.

Diante da denúncia anônima, foi enviado um ofício para o prefeito Jorge Derbli, que segundo a promotora, respondeu prontamente afirmando a ligação familiar entre os dois servidores. “Por essa razão fizemos uma recomendação administrativa, para que o prefeito fizesse a exoneração”, conta. Como a recomendação da promotoria foi acatada pela gestão, o procedimento foi arquivado, e não tem uma consequência maior neste sentido.

OUTRAS DENÚNCIAS

Simultaneamente, o Ministério Público também recebeu outra denúncia, provavelmente da mesma pessoa, segundo a promotora, informando sobre um possível ato de improbidade. “A denúncia que consta é que uma empresa do setor de odontologia, que teria recebimento ou prestação de serviço pelo senhor João Almeida Junior ao Consórcio Intermunicipal de Saúde. Mas este caso precisa ser analisado, principalmente em qual é a ligação dele com a empresa. Tenho dado andamento ao feito, mas a presidência continua sendo de outro promotor ”, esclarece.

Outro caso também chegou ao Ministério Público de Irati através de denúncia, que desta vez foi pessoalmente e não anônima, e envolveu a secretária de Administração, Daniele Cavali. Segundo a denúncia, ela teria uma irmã que seria sócia de uma empresa, que também prestaria serviço diretamente ao município ou através do Consórcio.

No entanto, a informação foi comprovada em partes, o que resultou no arquivamento do processo. “Foi constatada que no credenciamento da empresa, apesar de constar o nome da irmã, Debora Cavali, ela não prestou serviços ao município. Para efetivar a regularização, a senhora Debora já fez a alteração do contrato social da empresa. Este procedimento foi arquivado. A denúncia foi verdadeira em relação a Daniele ter uma irmã no Consórcio, mas ela não foi verdadeira em relação a prestação de serviço”, explicou a promotora.

Outra situação comentada pela promotora Gabriela, foi o caso envolvendo as irmãs Cavali. Neste caso, embora tentou-se comprovar através da denuncia que havia vinculo, não foi constatado nenhum pagamento a Debora Cavali. O vazamento de um documento do Consórcio Intermunicipal de Saude, com dados incorretos tentou prejudicar o processo, mas foi desqualificado.

“Eu acredito que tenha ocorrido algum equívoco. Quando eu chamei o secretário de Saúde, Agostinho Basso, ele informou houve uma retificação de documento, o qual foi constatado pelo MP que não houve qualquer tipo de pagamento em nome da irmã. Também não foi vislumbrado, num primeiro momento, a existência de documento falso”, afirma Gabriela.

Segundo ela, as razões do porquê saíram o nome de Debora de forma errônea, não cabe a promotoria analisar.

 

 

 

 

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