NA REGIÃO

Excesso de chuvas causa grandes prejuízos na safra do feijão

02 Fevereiro 2018 15:17:59

A maior demanda de chuvas afetou grande parte do processo da produção do feijão, prejudicando a qualidade e a produtividade desta cultura

Vinícius Batista
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Foto: Agência Estadual de Notícias
O excesso de chuvas é a principal causa do prejuízo, com isso, cerca de 12% da safra do feijão no Paraná está em condições ruins, segundo o Deral

As chuvas que ocorreram na região, nos últimos dias, prejudicaram fortemente a safra 2017/2018 do feijão. O excesso ocorreu desde o plantio até a colheita e foi responsável pela fraca produtividade, afetando significativamente na qualidade do produto.

De acordo com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), a expectativa inicial para a região de Irati, que envolve os municípios de Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbituva, Inácio Martins, Irati, Mallet, Rebouças, Rio Azul e Teixeira Soares, era de produzir pouco mais de 50 mil toneladas, número que deve diminuir consideravelmente após o fim da colheita, onde será realizado um balanço que irá detectar a queda de produtividade. O município de Irati possui os maiores números de produção prevista, inicialmente estimada em mais de 22 mil toneladas de feijão.

Segundo Flávio Cardoso, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade Municipal da Emater em Irati, a expectativa para a safra 2017/18 referente a cultura do feijão é preocupante. Ele também explica que a produtividade foi afetada pela presença de pragas nas plantas. “Durante o ciclo da cultura, em função de do clima desfavorável nos meses de dezembro e janeiro e também excesso de chuvas e dias nublados dificultaram ou até mesmo impediram a realização de aplicações de pulverizações contra pragas e doenças na época recomendada”, explica.

De acordo com Cardoso, recentemente, próximo a colheita, as chuvas persistiram e acabaram prolongando o prazo inicialmente estimado da colheita, que é realizada em muitas áreas através do sistema manual, “Como as chuvas persistiram em grande parte do processo de plantio e da colheita, as atividades ‘dentro da porteira’, como a secagem dos grãos colhidos também pode ser prejudicada, principalmente no que se refere à qualidade”, conta.

Jorge Roginski é um dos principais produtores de feijão em Irati e comenta que as perdas foram grandes e foram aumentando ao longo do processo, “A qualidade do grão foi afetada drasticamente, desde o início do processo, o excesso de chuvas causou danos. A colheita que era para ser feita em 4 dias demorou 15 dias, sem levar em conta que a expectativa era de colher 240 toneladas, mas foi possível somente 120 toneladas nos 95 hectares de área plantada”, desabafa o produtor.

NÍVEL ESTADUAL

A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB) confirma uma redução de 10% para a safra de grãos de verão 2017/18 em relação à produção no mesmo período do ano passado. A expectativa é colher 22,7 milhões de toneladas de grãos, que corresponde a um volume de 2,5 milhões de toneladas de grãos a menos este ano.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), a forte chuva que atinge o estado é a principal causa do prejuízo, com isso, cerca de 12% da safra do feijão no Paraná está em condições ruins. A entidade também indicou que 36% está em condições médias e 52% em condições médias.

Atualmente o feijão de cor está sendo vendido, em média, por R$ 96,00 a saca; e o feijão-preto a R$ 108,00 a saca/60-kg. No mesmo período em 2017, o feijão de cor era vendido a R$ 82,00 a saca e o feijão-preto a R$ 105,00 a saca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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