BOA RENTABILIDADE

Piscicultura comercial é opção de investimento rural na região

11 Novembro 2016 16:26:22

Frigorifico para abate de peixes deve ser montado em Guamiranga

Adriana Souza
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Foto: Amilcar Afonso Marques
Explanação teve o objetivo de mostrar o potencial de mercado da piscicultura

Um dos grandes desafios da área rural é proporcionar boa rentabilidade nas pequenas propriedades. Com relação a isso, os prefeitos eleitos da região do Território da Amcespar foram convidados para uma explanação sobre piscicultura comercial, na sexta-feira (4).
O evento aconteceu em Guamiranga na propriedade de José Carlos Pontarolo, na comunidade de Boa Vista. Há mais de 10 anos, a família Pontarolo trabalha com a atividade, e agora, pretende expandir o negócio montando um frigorifico para abate e comercialização de peixes. 
Porém, para viabilizar o projeto é preciso ter no mínimo 108 hectares de lâmina de água (produção de peixe). Na propriedade da família, e onde será instalado o frigorífico há 18 hectares de lâmina de peixe. 

"Por isso, os prefeitos eleitos da região da Amcespar foram convidados a participar da explanação. É uma alternativa viável e de boa rentabilidade para as pequenas propriedades nos municípios da região", explica Orestes Paladino, da Emater de Guamiranga.
Uma das questões detalhadas aos prefeitos é a boa rentabilidades aos produtores. "A média é de R$ 8 mil por hectares. Como a produção será em escala precisamos padronizar o produto, sendo abatidos peixes de cerca de 8 meses e com uma média de 900 gramas", comenta Paladino. 

POTENCIAL
O gerente regional da Emater em Irati, Amilcar Afonso Marques, avalia que a ideia tem tudo para dar certo. "Nossa região tem todas as características positivas para o desenvolvimento do setor, como clima e solo favorável, além da abundância de água, itens esses que facilitam a organização da piscicultura nas propriedades rurais", relata Marques. 

Outra questão retratada por Paladino é que a região apresenta grande demanda do setor. "A região é rota de empresas que vão buscar no norte e no oeste do estado a comercialização de peixes. Então, se nós aqui temos o potencial, por que não investir", questiona Paladino. 

APOIO DOS MUNICÍPIOS
Na ocasião da explanação, estiveram presentes nove prefeitos eleitos do Território da Amcespar. "Precisamos que os prefeitos estejam juntos nesse projeto da criação do frigorifico para abate de peixes. Pois, a administração municipal é peça importante para o fomento da ideia e apoio técnico com os produtores", detalha Paladino.

A ideia é que sejam comercializadas apenas tilápias pelo frigorífico de Gamiranga. O potencial de mercado é tão grande que informações do Sebrae apontam que desde o ano de 2009, as importações corresponderam a 25% da produção nacional interna e está crescendo a cada ano, demonstrando que a produção brasileira não consegue atender a demanda do mercado.

Piscicultura no Brasil 
Sebrae

A piscicultura no Brasil sempre foi uma grande promessa de
bons negócios, principalmente por causa das condições climáticas favoráveis e da boa
oferta de grãos para produção de ração. Tais fatores, porém, não foram devidamente aproveitados
e potencializados durante muitos anos simplesmente por não existir uma legisla-
ção que regulamentasse o setor.

Para complicar ainda mais o ambiente de negócios para a piscicultura, esteve sempre a
cargo de órgão ambiental a responsabilidade de controle e fiscalização de uma atividade
meramente zootécnica, como é também a produção de frangos, suínos, bovinos e outros
animais.

No Brasil, a partir da lei federal n° 11.959, de 29 de junho de 2009, da resolução 413/2009
do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e do novo Código Florestal brasileiro,
inicia-se a regulamentação ambiental do setor, apesar da resistência dos órgãos ambientais
dos estados.

Os atuais marcos legais permitem que o empreendedor rural possa fazer seus investimentos
com segurança jurídica. Forma-se, assim, um novo ambiente no chamado "aquabusiness",
que caminha a passos largos.
Importante destacar que a implantação de uma piscicultura para fins comerciais exige
os mesmos cuidados que qualquer outro negócio mercantil, seja do setor de serviços, comércio
ou indústria. Acima das regulamentações específicas de cada atividade, todos são
regidos pela mesma lei _ a irrevogável lei do mercado. 

 

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