DESRESPEITO AO CONSUMIDOR

Polícia prende seis por irregularidades em produtos em supermercados

16 Março 2018 14:25:50

Mais de 700 quilos de alimentos foram apreendidos pelo Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil e Vigilância Sanitária

Jaqueline Lopes e Bárbara Gardin
produtos.jpg
Foto: Divulgação/MP-PR
Diversos produtos com irregularidades para comercialização foram encontrados

Quatro mulheres e dois homens foram presos em flagrante, no município de Imbituva, devido a operação feita pelo Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil e Vigilância Sanitária, em alguns supermercados, onde foram encontrados mais de 700 quilos de produtos vencidos, ou com alguma irregularidade.

As seis pessoas já pagaram a fiança, estipulada no valor de R$ 2 mil. Agora os responsáveis irão responder pelo crime contra relação de consumo, com pena de dois a cinco anos. Também será aberta uma ação civil para indenização, e será feita uma ação preventiva, mostrando a forma correta da venda dos produtos.

Segundo a médica veterinária da Vigilância Sanitária de Imbituva, Marilaine Weizbick, um processo administrativo será aberto para os estabelecimentos. “O procedimento agora da parte da Vigilância Sanitária, é a abertura de um processo administrativo sanitário para cada estabelecimento que teve a infração, observado durante essas ações. Então eles vão ser atuados, e segue o trâmite normal do processo administrativo. As penalidades vão desde advertência até interdição do estabelecimento e multa. Essas são as penalidades da ação administrativa sanitário”, comenta.

De acordo com o promotor de Imbituva, Silvio Rodrigues dos Santos Junior, a ação foi feita em seis estabelecimentos, que são os maiores do município, são eles: dois Supermercados Larissa, os dois Canteri, o Messias Supermercado e o Supermercado Triângulo.

A OPERAÇÃO

A ação começou na noite de terça-feira (13), onde o responsável pelo estabelecimento foi preso em flagrante. Com essa suspeita de que mais estabelecimentos poderiam estar comercializando produtos irregularmente, foi acionado os órgãos competentes para verificar mais cinco unidades, na quarta-feira (14), onde foi constatado o fato.

“Fomos diretamente nos estabelecimentos e fiscalizamos cinco. E para a surpresa, todos tinham produtos vencidos, todos estavam com produtos expostos a venda de forma inadequada: manteiga na prateleira, peixe sem a orientação de onde tinha sido comprado, carnes que não tinham qualquer identificação, além de diversos produtos vencidos”, conta.

Ele ainda afirma que havia produtos muito antigos. “Tinha produtos vencidos desde 2015. Em um dos estabelecimentos tinha uma panificadora e havia uma suspeita da utilização dos produtos vencidos na fabricação dos pães, em razão pela qual, a Vigilância Sanitária interditou parte do estabelecimento. Então a panificadora deixou de funcionar, pela suspeita dessa utilização indevida de produtos vencidos”, disse o promotor. 

Junior ainda explica que em um dos estabelecimentos em que os departamentos foram fazer a vistoria, os repositores estavam carregando mercadorias para um depósito. “Em um dos últimos estabelecimentos, como já tinham comunicado entre si acerca da vistoria, a gente viu os repositores correndo com mercadorias vencidas, para tentar fugir da responsabilidade, tentando esconder os produtos vencidos”, relata.

LUCRATIVIDADE

Segundo o promotor, a operação cria o indicio que a forma indevida da venda dos produtos era para gerar mais lucro, mas isso ainda será investigado. “Os mercados com menor quantidade de produtos vencidos, aparentemente, foram ocasionados pelo não cuidado de alguma pessoa do setor. Agora os outros com quantidade enorme, mais de 100, 200 quilos no mercado, esse sim, aparentemente, era comum a sua utilização. Por questão operacional, e por falta de estrutura, não conseguimos fiscalizar todos os estabelecimentos da cidade, mas tivemos noção que provavelmente todos, ou 90% também tem alguma coisa errada, tanto é que parte deles fecharam”, comenta.

Nesta quarta-feira (15), alguns supermercados fecharam as portas por conta própria no município. 

POSIÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS

A família Bobato, responsável pelo Supermercado Larissa, enviou uma nota à redação do jornal sobre o caso.

“Somos uma rede de supermercados e entendemos que nosso atendimento, qualidade e perfeccionismo falam mais alto quando o assunto é produto final ao consumidor. Toda nossa equipe lamenta demais este fato! Haviam apenas 4 itens vencidos, alguns a apenas 2 dias em nossas lojas. Considerando que dispomos de mais de 25 mil produtos cadastrados por loja, mais de 100 mil em exposição. Somos passíveis de erro humano. A fiscalização encontrou estas mercadorias vencidas e cumpriu o que diz a legislação ao apreender o produto, o que acarretou infelizmente na prisão dos nossos colaboradores de forma desnecessária, pois não entendemos estar diante de um crime. Para nós não deixa de ser um excesso o que ocorreu nas últimas horas. Pensamos muito pelo lado das mães e pais que passaram por esse constrangimento e, lamentamos. Há mais de 25 anos geramos centenas de empregos para a região. Antes de empresários somos também uma família. E na data do dia 15 de março, coincidente Dia Mundial do Consumidor, nós fechamos as portas! Em respeito ao consumidor e colaboradores. Tomamos essa medida para que possamos passar por uma reanalise de todo o estabelecimento". Acir Bobato - Presidente da Rede de Supermercados LARISSA

O Jornal Folha de Irati deixa o espaço aberto para que os outros comerciantes possam se manifestar em relação a ação.

 

 

Imagens

produtos.jpg
capa site1.jpg

Jornal Folha de Irati Rua da Liberdade, 740 Centro, Irati - Paraná,
fone: (42) 3423-2169 e 3423-1588
https://www.facebook.com/FolhaDeIrati

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Santa Chiara Comunicação