4ª  Regional de Saúde não entra nas novas medidas impostas pelo governo do Estado

Números oscilam e são avaliados semanalmente, não há como prever quais regionais podem ser inclusas nas novas ações

O governo do Estado do Paraná decretou na terça-feira (30) novas medidas de contenção à Covid-19, estas restrições foram aplicadas, seguindo seis critérios, em sete regionais do estado e irão permanecer por 14 dias, podendo ser prorrogadas. A 4ª Regional de Saúde ainda não terá de seguir este decreto mais rigoroso, mas a equipe de Vigilância Epidemiológica de Irati explica que mudanças podem ocorrer, e semanalmente, as regionais serão avaliadas. Sendo assim, se houver necessidade, mais regionais serão inclusas e o prazo de vigência começará a contar desde o seu início para a Regional em questão.

A farmacêutica bioquímica da Vigilância Epidemiológica da 4ª Regional de Saúde, Kelly Cristina Kosloski, conta que mesmo que a Regional não esteja no novo decreto é preciso redobrar os cuidados e prevenir-se. “A 4ª Regional de Saúde tem a menor incidência de Covid-19 no estado, por coeficiente de incidência que é o número de casos por 100 mil habitantes, a incidência da nossa regional está em 64, mas mesmo assim, precisamos saber que estes números variam e são calculados semanalmente”, afirma a farmacêutica.

A avaliação das regionais faz uma comparação com a semana anterior. “É considerado o percentual de positividade dentro de um número x de amostras coletadas, considera-se a taxa de mortalidade, o número de internamentos, a taxa de ocupação de leitos exclusivos de UTI Covid. Por isso, não existe um número para nós dizermos que se chegarmos em 300 casos nossa regional entra no decreto, porque é muito variável, depende de vários indicadores e da situação de como está o estado inteiro”, explica Kelly.

O chefe da 4ª Regional de Saúde, Walter Trevisan, orienta a população para seguir livre de um lockdown. “Deixem as festas para depois, vamos comemorar a vida mais tarde, agora não é momento de reunir pessoas, precisamos ter consciência e responsabilidade. Manter o isolamento e o distanciamento social, uso de máscara e álcool gel sempre”, recomenda.

SEIS INDICADORES ESTABELECIDOS PELO GOVERNO

Três critérios por propagação da Covid-19, nos últimos 14 dias: variação do número de óbitos; variação no número de casos e a taxa de positividade, que vem do número de amostras enviadas e testadas.

Três critérios por capacidade de atendimento: taxa de ocupação de leitos de UTI adultos por Covid-19; taxa de ocupação de clínicos adultos por Covid-19 e previsão de esgotamento de leitos de UTI.

NOVAS MEDIDAS

As medidas adotadas têm objetivo de diminuir a transmissão do vírus, assim, diminui o número de casos positivos de um dia para o outro, e reduz o número de óbitos, para que aumente a capacidade do número de leitos, considerando que outras pessoas podem se agravar pela doença.

O novo decreto ordena que as sete regionais elencadas sigam as medidas lançadas pelo estado e pela equipe epidemiológica local. São elas: I – 2ª Regional de Saúde – Curitiba; II – 9ª Regional de Saúde – Foz do Iguaçu; III – 10ª Regional de Saúde – Cascavel; IV – 13ª Regional de Saúde – Cianorte; V – 17ª Regional de Saúde – Londrina; VI – 18ª Regional de Saúde – Cornélio Procópio; VII – 20ª Regional de Saúde – Toledo.

Para estes municípios fica suspenso o funcionamento de atividades não essenciais pelo período de 14 dias; fluxo de pessoas nos estabelecimentos essenciais fica limitado a 30% da capacidade total; somente uma pessoa da família pode se dirigir ao supermercado, por exemplo; proíbe o acesso de crianças menores de 12 anos; suspende procedimentos cirúrgicos eletivos ambulatoriais e hospitalares; transporte coletivo somente para os que trabalham em serviços essenciais; entre outras medidas descritas no decreto nº 4942/2020.

O estado autoriza os municípios a utilizarem barreiras sanitárias nos limites de seus territórios; fiscalizar o cumprimento das ordens por meio da Polícia Militar do Paraná e Guardas Municipais; o decreto estará em vigor por 14 dias podendo ser prorrogado por mais sete dias, dependendo do cenário epidemiológico da Covid-19.