Força tarefa: Irati confirma mais de 20 casos de Dengue e tem 23 suspeitos

Kauana Neitzel com Secom Irati e AEN

A Secretaria Municipal de Saúde de Irati alerta a população para o número crescente dos casos de Dengue no município. Até a última terça-feira (16), foram confirmados 21 casos, sendo 16 casos autóctones (contraídos no município), cinco importados, além de 23 que aguardam resultados de exames. A colaboração da população no combate ao mosquito transmissor da Dengue e o Aedes Aegypti é fundamental.


A Dengue não é comum no frio, este ano vemos um fenômeno atípico com o aumento dos casos no outono, a Diretora de Vigilâncias em Saúde de endemias, sanitária e epidemiológica, Tereza Asadczuk, explica que tal fato está ocorrendo por haver muitos focos do mosquito nas casas, “como está iniciando o frio à tendência é diminuir os casos, mas mesmo com o frio se tiver focos vai ter Dengue, o principal objetivo é eliminar estes focos”, destaca.


A diretora Tereza detalha o trabalho de combate ao mosquito que está ocorrendo no município, “atualmente os agentes de saúde tem saído para cobertura das áreas, que comporta toda a cidade, realizando visitas, eliminando focos de Dengue, além de conscientizar a população para não deixar foco, não deixarem água parada, lixo e essas coisas”.

Foto: Reprodução


Segundo o setor de Endemias, em Irati, focos do mosquito são encontrados principalmente em casas onde há tonéis (tambores) de água sem tampa, que são utilizados para armazenar água, ralos, calhas, canos, vasos de plantas, pneus, garrafas, vasilhames, lixeiras, lonas plásticas e outros. Agentes de endemias orientam a população através de visitas domiciliares, também em estabelecimentos comerciais, além de verificarem locais como cemitérios, ferros-velhos, escolas e outros prédios públicos.


O secretário de Saúde de Irati, João Almeida Jr, explica que a dengue apresenta um comportamento sazonal no país, ocorrendo, principalmente, entre os meses de outubro a maio. “Em Irati, observa-se uma concentração de casos entre os meses de fevereiro a abril. A infecção pelo vírus pode causar desde infecções assintomáticas até formas mais graves que podem levar a óbitos, mesmo em primo-infecção. A proliferação de mosquitos aliada à cocirculação dos quatro sorotipos permitiu que a Dengue, inicialmente restrita a grandes centros urbanos, passasse a ocorrer em municípios de todos os portes populacionais, afetando populações de todas as faixas etárias”, informa o secretário.

E continua, “a magnitude das epidemias pode ser variável, com evolução em curto período de tempo e apesar dos esforços, ainda permanece como grave problema de saúde pública e evidencia lacunas na assistência. Por essa razão, a Secretaria de Saúde de Irati faz um alerta a todos os serviços de saúde, sejam públicos ou privados, para a ocorrência do aumento substancial nos casos de Dengue desde o início de 2023 e a eminência da circulação sustentada do vírus nas próximas semanas”, finaliza João.


A colaboração da população é fundamental para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, evitando locais e recipientes com água parada. A orientação é para que não deixem acumular água em pneus, garrafas e vasilhames; não jogar entulhos e lixos em terrenos baldios, mantendo-os limpos; colocar areia nos vasos de plantas e descartar adequadamente tudo que acumula água.


“Mais uma vez reforçamos o pedido para a população nos ajudar nessa luta contra o Aedes aegypti. Pedimos que cada um verifique o pátio da sua casa e deixe limpo, evitando água parada. Também aos comerciantes, donos de terrenos, que prezem pela limpeza. A fórmula é simples e já conhecemos. Essa é uma luta que só venceremos juntos, tendo cuidados diários onde vivemos e trabalhamos”, pede o prefeito de Irati Jorge Derbli.


O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, falou exclusivamente com a Folha sobre os casos de Dengue no Paraná, “onde tem óbito não temos nada a comemorar e nós tivemos muitos óbitos este ano. Mas a epidemia da Dengue 2023 é de cerca de 20% daquela de 2019/20, onde tivemos muito mais óbitos do que agora. Infelizmente, ainda temos que falar de Dengue, temos que continuar combatendo o mosquito, o governo federal no mandato passado não conseguiu comprar o veneno no final do ano, agora que o veneno ta chegando para fazer o fumasse, vamos mandar para os municípios em pior condição. Mas o fumasse é paliativo, não resolve a tudo, nós precisamos erradicar as larvas, os ovos do mosquito. Precisamos continuar combatendo com informação, manejo clínico dos nossos médicos, enfermeiros e continuar com as portas abertas, trabalhando em várias frentes”, alertou o secretário.

Como medida de prevenção, as escolas de Irati estão tendo palestra sobre a Dengue para orientar os alunos a tomarem os devidos cuidados em casa. O secretário de Saúde informa algumas estratégia de combate a curto prazo, são recomendações que devem ser adotadas por toda a rede de assistência: – Atentar-se para caso suspeito de dengue: pessoa que apresente febre, usualmente entre 2 e 7 dias, e apresente duas ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantema, mialgias, cefaléia, dor retroorbital, petéquias ou prova do laço positiva e leucopenia.

  • Notificar de forma imediata a Vigilância Epidemiológica, através do plantão 24hrs pelo fone: (42) 9 9104-1938, para que possam ser desencadeadas ações de bloqueio em tempo oportuno, e encaminhamento de amostra para confirmação diagnóstica.
  • A coleta adequada de exame é feita analisando a data do primeiro dia de febre: do 1º ao 5º dia do início da febre, coletar amostra de plasma (tudo de tampa perolada) para pesquisa de arboviroses. Após o 5º dia do início da febre, coletar soro, para realização de sorologia para dengue.

Paraná
O Paraná registra mais 8.299 casos de dengue e 13 óbitos, segundo dados do boletim semanal divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), nesta terça-feira (16). Ao todo, são 54.083 confirmações e 42 mortes em decorrência da doença no Paraná.

De acordo com o informe epidemiológico, dos novos óbitos registrados, quatro são de residentes de Londrina, três de Ibiporã, três de Foz do Iguaçu, um de Maringá, um de Marilena e um de Umuarama.

Desde o início do período sazonal da doença, iniciado em 31 de julho de 2022, foram 239.372 notificações no Estado, sendo 94.170 ainda em investigação e 83.747 casos descartados. O boletim aponta ainda que dos 399 municípios do Paraná, 334 tiveram casos confirmados de dengue.


Sintomas
Os sintomas da Dengue são manchas avermelhadas no corpo, febre, dor nos fundos dos olhos, dores nas articulações, dor de cabeça, náuseas, cansaço, entre outros. A primeira manifestação é a febre, geralmente acima de 38ºC, de início súbito e duração de 02 a 07 dias, associada à cefaléia, cansaço, mialgia, artralgia, dor retro-orbitária ou exantema. Com o declínio da febre (entre o 3º e 7º dia do início dos sintomas), grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente. No entanto, alguns podem evoluir para a fase crítica da doença, iniciando com sinais de alarme.


A dengue pode evoluir para remissão dos sintomas, ou pode agravar-se, exigindo constante reavaliação e observação, para que as intervenções sejam oportunas e os óbitos não ocorram. De imediato é recomendado procurar uma Unidade Básica de Saúde.


Contato
Suspeitas de foco/criadouro do mosquito Aedes aegypti podem ser informados ao Setor de Endemias de Irati, que está localizado Rua Zeferino Bittencourt, 1232 (fundos). Telefone para contato (42) 3132-6329 ou (42) 99148-0931(WhatsApp). Email: [email protected].

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