História dos bairros de Irati é registrada em livro

Obra Historicidades- Histórias e relatos – bairros de Irati traz 39 crônicas sobre origem, posição geográfica e alguns contos de moradores

Quem conhece a história de Irati sabe que tudo começou no bairro Vila São João, o Irati Velho como era conhecido, com o passar dos anos, o município foi crescendo, e cada bairro tem um conto diferente, pessoas que se destacaram e ajudaram a desenvolver. Para registrar todos os momentos do município, o engenheiro, e agora também escritor, Dagoberto Waydzik, escreveu o livro Historicidades – História e relatos dos bairros de Irati, que conta os detalhes dos bairros do município.

O livro começou a ser escrito devido aos mutirões que o engenheiro participou nas gestões que esteve presente na Prefeitura. Neles, foram criados alguns bairros como o Alto da Lagoa, Jardim Planalto, Pró-Morar e outros. Diante desse cenário, Dagoberto teve mais interesse e foi incentivado a colocar em um exemplar tudo o que foi construído e trazer mais informações dos locais de Irati.

Dentro do livro é possível saber a história do bairro, a origem do nome, tamanho, posição geográfica e algumas histórias de moradores antigos. “Para escrever o livro eu levei um ano, fui a campo fazer as pesquisas e procurar a documentação para relatar, têm muitos fatos que poderiam ser acrescentados, mas são crônicas curtas, leves e que dão uma noção geral da cidade de Irati, dos bairros, do Centro e da história do município”, disse Waydzik.

Foi como fazer uma colcha de retalhos, você vai procurando as pessoas e elas vão lembrando fatos pitorescos. 

Dagoberto Waydzik

O gosto pela escrita já vem de muitos anos, o engenheiro já escreveu para o jornal Folha de Irati, além de ter espaço em outros veículos como rádio e revistas. As crônicas já estavam sendo escritas, mas para fazer o livro ele se dedicou por um ano, e teve mais uma conquista na vida, escrever o primeiro livro com aquilo que ele dedicou anos: o desenvolvimento de Irati.

Como trabalhava na Prefeitura, ele tinha mais facilidade na documentação dos bairros, incluindo área, tamanho, etc. Mas, para escrever o livro foi atrás de pessoas mais velhas para entrevistá-las, conversava e elas contavam um pouco do que sabiam, e Dagoberto checava com os documentos. Por isso, no livro tem várias histórias dos primeiros moradores, daqueles que estavam presentes quando tudo começou.

Dagoberto explica que o conceito de bairro é o espaço geográfico onde tem uma delimitação e onde tem uma convivência e um modo de viver das pessoas. E conta algumas histórias interessantes sobre os bairros. Uma delas é do Pedreira, em que um senhor, chamado Cesário Fortes, espanhol que veio com 14 anos para o Brasil e aprendeu a arte da cantaria – cortar pedras para fazer elas ficarem em um formato regular – e adquiriu o terreno onde fica o bairro atualmente, devido ao fato de ter uma Pedreira no local.

Dagoberto destaca que ele deveria ter mais reconhecimento no município, pois, devido ao trabalho que fazia ajudou a construir vários prédios importantes para Irati. “Esse cidadão merecia um fato mais relevante, uma homenagem mais interessante da cidade, porque ele fez o Colégio São Vicente, a Fundação da Nossa Senhora da Luz, a Praça da Bandeira, e ele comprou uma terra aqui, e hoje se chama Pedreira porque tinha pedra”, comenta.

Outro bairro que Dagoberto destaca uma história interessante no livro é do Molinari, que foi construído pelos mutirões feitos pela Prefeitura quando ele trabalhava. Um senhor que morava no local gostava muito de esportes e animais, e descobriu uma mulher em Curitiba que criava um porco em um apartamento, pensando em como criar um animal em um espaço tão pequeno, ele comprou o animal com a promessa de não matá-lo. E no livro há um retrato dele, com netos em cima do porco que pesava mais de 200 quilos.

Waydzik destaca como foi a experiência de escrever um livro. “A primeira obra é sempre um aprendizado, é algo gostoso para quem escreve, prazeroso para quem vê, e fica feliz de ter lido e ter gostado. Estamos em eterno aprendizado na nossa vida. Acho que quem consegue gravar, porque podemos falar, o rádio é muito importante, mas quando você escreve em jornal ou livro ele fica registrado pelos anais da história”.

CAPA

A capa é a parte essencial do livro e foi pensada para remeter ao passado e presente. A cadeira de balanço refere-se a uma pessoa sentada lendo ou escutando uma história, a arendela dá a ideia de passado e também do presente. A arte é de Silton Dietrich. Dagoberto também destaca o título do livro. “O que são historicidades? São os fatos reais da história, por isso tem este nome”.

ENTREGA NA CIDADE DA CRIANÇA

Dagoberto fez a entrega de 100 unidades do livro para a Cidade da Criança, para ajudar neste momento de pandemia. Ele comenta sobre a entrega, em que doou 100% o valor para a instituição. “Estou retornando a esta casa porque eu fui uma das pessoas que ajudou a fundar com o projeto, e tive a felicidade de escrever sobre os bairros de Irati e estou doando 100 exemplares. Gostaria que a população ajudasse a Cidade da Criança adquirindo eles. Estou muito feliz com essa doação. quem doa ganha muito mais do quem recebe”, observa.

A coordenadora administrativa da Cidade da Criança, Tatiane Maria Ortis Cardoso, diz que os livros vieram em boa hora, pois o momento é delicado para todos, mas os trabalhos continuam. “Estamos muito felizes. Agradecemos ao Dagoberto, porque vai ser fundamental para nós neste momento de dificuldade que toda a sociedade passa. Para nós é bem importante, porque os nossos trabalhos sociais continuam. O nosso muito obrigado, de coração, à você que vai colaborar e ao Dagoberto”, agradece.

Cada livro custa R$ 30 e pode ser adquirido com a instituição. A solicitação pode ser feita na página do Facebook ou no telefone: (42) 3423-1305.