Malharias buscam outras maneiras de comercializar seus produtos sem a FEMALI

Feira de Malhas faz parte da identidade de Imbituva, com a pandemia, muitos setores tiveram que se reinventar para manter a economia funcionando

Devido a pandemia causada pelo novo coronavírus, não foi possível realizar a 37a Feira de Malhas de Imbituva (FEMALI). A produção e a venda das malhas tiveram uma queda, foi necessário se adequar às novas normas e medidas decretadas pelo governo municipal e estadual. Por dois períodos o comércio ficou fechado, mas atualmente, está funcionando, nos dias de semana das 9h às 17h e nos sábados das 9h às 16h

A FEMALI seria realizada do dia 18 de abril ao dia 17 de maio, já estava sendo divulgada pela cidade e região. “A feira representa para Imbituva, além da compra do tricô, ela gira economia no município, movimenta os restaurantes, os mercados, dá empregos formais e informais. As malharias menores que não ficam no centro da cidade ou não têm um ponto de venda, tinham só a feira para comercializar seus produtos. Além de levar o nome de Imbituva que é a capital do Paraná em tricô”, explica Verli Antônio Moleta, presidente da Associação das Malharias de Imbituva.

“Felizmente, hoje todos estão trabalhando com suas lojas abertas, cumprindo todas as regras de prevenção do coronavírus. O produto que fabricamos para ser vendido na feira de malhas, está sendo vendido nas lojas, todas as malharias têm o mesmo produto, e estão recebendo compradores do Paraná todo”, afirma.

Conforme informou o presidente da associação, compradores do Paraná têm visitados as malharias de Imbituva, bem como, do interior de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “O fato de alguns mercados estarem fechados, como em São Paulo e em partes de Santa Catarina, proporciona a compra local, que neste momento, se torna ainda mais importante para que o comércio enfrente esta crise e se mantenha funcionando”, disse Moleta.

A previsão de que nos próximos dias fará muito frio, faz com que a venda de malhas aumente, devido à queda da venda de produtos não essenciais algumas lojas podem estar desabastecidas. “Estamos esperando nossos clientes, podem vir comprar, pois os casos de coronavírus já foram controlados no município. O frio vai se intensificar e as malharias estão atendendo toda a região e estados próximos”, convida a proprietária da malharia Canaã, Michele Moleta.

Os fabricantes e vendedores de malhas estão buscando alternativas de vender seus produtos por meio da internet, pelo Facebook, Instagram, WhatsApp. “Cada empresa está se reinventando e buscando novas alternativas de venda, nosso produto é atual, moderno, então, neste momento, estamos comercializando ele de maneira inovadora”, comenta o presidente.

INOVAÇÃO

Uma outra forma interessante de comércio que está ressurgindo, atualmente, é o fato de mulheres comprarem nas malharias para revender, muitas foram demitidas de seus empregos e vêm buscando outras alternativas de garantir a renda familiar. “São as chamadas sacoleiras, elas compram nossos produtos e revendem ganhando uma porcentagem em cima”, conta Michele Moleta.