Nissin investirá R$300 milhões no Paraná. Irati quer ser o lugar.

Irati está competindo com Fazenda Rio Grande e outras cidades do estado

Na tarde de quarta-feira (5), uma comitiva composta de autoridades e representantes do setor produtivo de Irati estiveram em reunião com o presidente da Invest Paraná. Na oportunidade, foi renovado as informações sobre o potencial econômico e logístico de Irati para atrair os investimentos da empresa Nissin, líder na produção de macarrão instantâneo. Para implantar a indústria será necessária uma área de, aproximadamente, 10 alqueires.

Irati está localizada a 150 quilômetros de Curitiba e dentro de um importante entroncamento rodoviário no Paraná. Situado nas rodovias BR 277 e BR 153, além de ser cortada pela linha férrea que liga Cascavel ao Porto de Paranaguá, possui uma grande vantagem na questão de receber grãos, como também, podem embarcar produtos acabados para todos os estados brasileiros. Estes foram um dos argumentos que o prefeito Jorge Derbli colocou ao defender os investimentos da fábrica de macarrão instantâneo para Irati.

Segundo Avonir Funes, que é delegado da FIEP, para a região de Irati, o que pesa a favor da cidade é estar perto da matéria prima e estar situado, estrategicamente, perto do mercado consumidor, tanto de São Paulo como da região Sul do Brasil. Além de ter, devido à vários fatores, um menor custo de produção.

Irati ainda tem uma facilidade em área. O prefeito Jorge Derbli enfatizou que o estado dispõem de uma área grande encostada na BR 277, que pertence ao IAPAR. Segundo ele, esta área poderia ser permutada com o estado e cedida à empresa para que se instalasse no município.

Os argumentos foram no sentido de sensibilizar o presidente da Invest Paraná, José Eduardo Bekin. Na reunião não havia representantes da empresa, mas a proposta se mostrou viável. Bekin ainda explicou que uma das metas do governo Ratinho Junior é interiorizar as indústrias, por vários fatores, mas o principal é desenvolver cidades de pequeno e médio porte.

Há mais de três anos uma comissão técnica da Nissin estuda as possibilidades de instalação da empresa no Paraná. Mas uma cláusula de sigilo impede que seja divulgado o propósito da empresa mantido com o governo do estado. Além de conhecer Irati, eles também visitaram a empresa Moageira, que é uma fornecedora da planta de São Paulo. Segundo o prefeito Jorge Derbli, o fato de haver em Irati uma fornecedora de farinha de trigo, matéria prima utilizado da empresa, contribui positivamente no início da parceria em Irati.

Vários municípios estão de olho na multinacional. No início do ano, representantes da empresa Nissin, que já estiveram em Irati, visitaram a Fazenda Rio Grande, cidade da região metropolitana de Curitiba, realizando estudos como outra alternativa para a implantação da planta da empresa. Segundo dados levantados, o investimento é de, aproximadamente, R$ 300 milhões e gera, inicialmente, 400 empregos. Eles já estiveram em outras cidades como Ponta Grossa, Lapa e Palmeira.

O vereador e empresário, Rogério Kuhn, que foi um dos defensores da implantação de PMAI em Irati, ressaltou a importância desta ferramenta, uma vez que, apenas os municípios que implantaram esta ferramenta podem disputar a vinda de empresas assistidas pela Invest Paraná. “Precisamos sensibilizar o governo, a Nissin que Irati possui todas as condições ideais para a instalação da planta em Irati”, disse o vereador. “Mas vamos lembrar que a vontade da empresa nem sempre é a vontade do governo”, completou.

Além dos argumentos citados, a capacitação da mão de obra foi outro atrativo proposto. Devido ao complexo de ensino que está instalado em Irati, como o IFPR, a Unicentro, e as faculdades particulares que tem investimentos anunciados para Irati, podem auxiliar na capacitação da mão de obra necessária, defendeu a Secretaria de Industria e Comércio Samanta Ferreira. Nei Cabral presidente da câmara disse que a Câmara de Vereadores apoia a vinda da empresa e terá agilidade naquilo que lhe for solicitado no intuito de que a empresa venha a se instalar em Irati.

O prefeito ainda ressalta que a busca por uma empresa não é garantia que ela venha para o município. “Não podemos levantar falsas expectativas perante a população como houve em tempos passados. Sabemos nossas chances são remotas, mas vamos fazer o possível no sentido de gerar mais emprego em nossa cidade”, disse Derbli após a reunião. “A vinda desta empresa para Irati geraria centenas de empregos diretos e indiretos, tanto na planta como na fase produtiva. Somados a isso temos, ainda, o impacto econômico e a geração de impostos que ampliam os horizontes da cidade”, finalizou o prefeito.

O deputado, Artagão Júnior, acompanhou a reunião junto do presidente da Associação Comercial e Empresarial, Elias Mansur, e da Moageira Irati, Marcelo Vosnika, João Almeida Junior, secretário de Planejamento, e Ico Andreassa, chefe de gabinete. Artagão disse que é essencial que o governo priorize todas as regiões do estado e descentralize os investimentos. “A indústria geraria receitas importantíssimas para Irati, assim como empregos para o município e também para a região, que é uma grande necessidade atual do Paraná e do Brasil”, ressaltou Artagão Júnior.