Projeto da Nova Ferroeste vai passar por Irati, Inácio Martins e Fernandes Pinheiro

Intuito é trazer mais desenvolvimentos para essas regiões e também para o país

Jaqueline Lopes e AEN

Os municípios da região da Amcespar: Irati, Fernandes Pinheiro e Inácio Martins devem receber um novo traçado de trilhos com o projeto da Nova Ferroeste, que visa à ampliação da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. Na semana passada, houve uma audiência pública em Irati para discutir o assunto e apresentar o projeto.
A proposta inicial indica que os trilhos vão passar por Irati no bairro Engenheiro Gutierrez, atrás da Unicentro. Pelo mapa, o traçado vai cortar a BR-153, um pouco depois do trevo que vai para a universidade, indo para Rebouças. Vai seguir para Fernandes Pinheiro, passando por Assungui atrás da escola e igreja, além de Bituva dos Machados. Em Inácio, vai atravessar pelas localidades de Bom Retiro, Guarapuavinha e Cerro do Leão. Também vai passar por São João do Triunfo e Lapa. A ideia é ser em áreas afastadas dos municípios.
Com a Nova Ferroeste, a região vai receber uma segunda linha. Em Irati, os trilhos que passam pelos bairros e Centro, que conta com a passagem da Malha Sul, vinda do Norte do Estado em direção ao Litoral, são de uma concessão do Governo Federal para a Rumo Logística. E o projeto da Nova Ferroeste é do Governo do Paraná e prevê uma nova estrada de ferro vinda de outra região, bem distante da linha que cruza Irati.
De acordo com a assessoria da nova ferroeste, “como as duas estão ligadas ao porto de Paranaguá, em alguns casos elas vão coexistir nas cidades. A empresa que opera a linha atual vai poder utilizar a Nova Ferroeste no trecho de Irati e seguir com a carga para o Litoral, caso seja viável economicamente para eles. Mas o projeto da Nova Ferroeste não tem nenhuma relação com os trilhos já instalados e em operação na cidade”, informa.


PARANÁ, UMA CENTRAL LOGÍSTICA

Pelos trilhos do Corredor Oeste de Exportação, estima-se que devem passar cerca de 38 milhões de toneladas no primeiro ano de operação plena. Com investimentos sendo feitos no Porto de Paranaguá, o eixo potencializa a redução dos custos de exportação – cerca de 28% -refletindo na elevação da produtividade e competitividade do setor produtivo.

AUDIÊNCIA PÚBLICA
A audiência em Irati foi a última das sete realizadas pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Nova Ferroeste, parte do processo de emissão da Licença Prévia Ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e reuniu 125 participantes presenciais e 139 virtuais.
Uma equipe formada por seis técnicos do Ibama dedicou os dias das audiências no Centro-Sul e na Região Central às vistorias dos locais indicados no traçado da Nova Ferroeste. Eles visitaram pequenas propriedades rurais e conversaram com moradores locais.
O maior questionamento foi sobre os pontos exatos do trajeto proposto, bem como dúvidas sobre desapropriação e indenização das propriedades localizadas no caminho. O traçado apresentado ainda está na fase preliminar e pode sofrer alterações.

Audiência em Irati reuniu 125 participantes presenciais e 139 virtuais – Foto: Ferroeste

Projeto prevê a criação de um grande corredor de exportação para transportar grãos e proteína animal, além de outros produtos, ligando Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Paraná.

NOVA FERROESTE
A Nova Ferroeste é um projeto que visa à ampliação da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.. O novo traçado, com 1304 quilômetros, vai ligar os municípios de Maracaju (MS) e Paranaguá (PR), além de um ramal entre Foz do Iguaçu e Cascavel. Quando a ferrovia estiver concluída, este será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do Brasil. Os estudos de demanda indicam que cerca de 26 milhões de toneladas de produtos devem circular nesse trecho por ano. Considerando o tráfego interno, a Nova Ferroeste deve alcançar 38 milhões de toneladas ano quando todo o empreendimento estiver concluído.
A Nova Ferroeste vai passar por 49 municípios (41 no Paraná e oito no Mato Grosso do Sul) e será o segundo maior corredor de exportação de grãos e contêineres do país em volume de carga, cerca de 3% do PIB nacional.