Teixeira Soares implanta projeto de fisioterapia móvel

O novo sistema de atendimento já ampara cerca de 50 pacientes

No início do mês de abril, a cidade de Teixeira Soares implementou o programa de fisioterapia móvel. O projeto trata de realizar o tratamento clínico feito na casa dos pacientes, sem que precisem se deslocar. O programa faz parte do plano de governo desenvolvido pelo prefeito de Teixeira Soares, João Ademir Lula, e executado pela Secretaria de Saúde.

Segundo Amauri Klossowski, secretário de Saúde de Teixeira Soares, foi desenvolvido o sistema de atendimento móvel para auxiliar na recuperação tanto dos pacientes afetados pela Covid-19 quanto dos que precisam de tratamento para a recuperação de outras enfermidades. O projeto já faz parte do plano de governo do município juntamente com a Secretaria de Saúde. 

Klossowski destaca que o sistema de atendimento facilita o acesso dos pacientes ao tratamento e que o projeto veio para ficar. “A expectativa com esse projeto é a recuperação dos pacientes para recolocação no mercado de trabalho ou ainda,  a ajuda para retomada de suas atividades essenciais dentro do ambiente domiciliar. Também é um programa que vem de encontro com o bom atendimento, humanizado, de qualidade, que todo paciente merece receber.” afirma o secretário.

O fisioterapeuta, Ricardo Tadeu Brik, é responsável por realizar o tratamento dos pacientes em domicílio. De acordo com Brik, em Teixeira Soares existe uma grande área de abrangência de pacientes, cerca de 50. A faixa etária desses pacientes é de 40 a 60 anos. Ricardo atende pacientes crônicos, com incidência de AVCs, problemas de coluna, problemas ortopédicos, pessoas que estão acamadas ou que tenham dificuldades extremas de mobilidade, e pacientes que sofrem com sequelas da Covid-19. O profissional realiza as atividades de segunda a sexta-feira das 8h às 17h, com horário agendado.

José Oliveira Ferreira, de 63 anos, ficou na UTI por 36 dias entre a vida e a morte após contrair Covid-19. Por conta do período prolongado de internamento, teve sequelas respiratórias e musculares graves. Graças ao tratamento fisioterapêutico, já está quase caminhando novamente. O paciente afirma que está satisfeito com o tratamento e faz planos de pescar, passear e curtir os netos quando estiver totalmente recuperado.

José Alberto Ferraz, de 58 anos, faz tratamento fisioterapêutico para retornar a caminhar. Para ele, o recurso terapêutico ajuda a melhorar a condição física e na adaptação para essa nova jornada. Há seis meses, José Alberto sofreu uma queda de um andaime de quatro metros que causou uma fratura vertebral T12. Ficou internado e passou por uma cirurgia na coluna (artrodese), como consequência da queda ficou com sequelas de paraplegia. 

O paciente participa do projeto fisioterapia móvel há um mês e relata melhoras no quadro muscular e também no psicológico. Para José Alberto, o programa é de grande importância, uma vez que facilita o tratamento e torna possível o acesso ao serviço sem que o paciente tenha que se deslocar até a unidade de saúde.