4ª Regional alerta sobre necessidade do SAMU para integrar atendimentos

Há cinco meses, Irati e região passou a contar com o serviço aeromédico, que faz parte da rede de urgência

Há cinco meses, Irati e região passou a contar com o serviço aeromédico, que faz parte da rede de urgência e emergência. Já foram contabilizados 26 casos em municípios que integram a 4ª Regional de Saúde. Apesar do serviço já estar sendo oferecido na região, ainda necessita da estrutura completa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para atender os pacientes de forma integral.

De acordo com a diretora da 4ª Regional, Jussara Kubliski, o serviço está sendo bem desenvolvido. Tem contribuído muito para a população pela agilidade que tem sido feito, com isso, o paciente ganha tempo, diminui as sequelas que poderiam acontecer com o serviço mais lento, ressaltou a diretora.

Segundo a 4ª Regional de Saúde, nestes cinco meses foram feitos 99 atendimentos na macrorregião. Irati com 21 atendimentos, Rebouças teve dois serviços, Teixeira Soares e Rio Azul contabilizaram um atendimento cada. Os dados são até o mês de julho de 2018. Para que o serviço de urgência e emergência seja oferecido completo e de forma integral aos pacientes da região é necessário a implantação do SAMU, para somar ao trabalho já realizado, de acordo com a regional.

Serviço aeromédico já realizou 26 atendimentos na região até o mês de julho. Foto: Reprodução

Pedimos o apoio da população e lideranças para que consigamos implantar o SAMU aqui porque o serviço aeromédico é um componente da urgência e emergência para a rede completa, destaca Jussara.

A chefe de Divisão de Atenção e Gestão a Saúde da 4ª Regional de Saúde, Patrícia Padilha Sobutka, fala que é necessário que as lideranças olhem com atenção para a demanda. Para nós termos toda a rede funcionando precisamos de apoio das lideranças locais, dos nove municípios que compõe a regional. Aí fechamos 28 municípios com as regionais de Ponta grossa, Telêmaco e Irati, podemos fechar num custo menor para que as prefeituras tenham condições de arcar com os serviços, disse.

MUNICÍPIOS
Dos nove municípios que compõe a 4ª Regional, seis deles já aceitaram a implantação do SAMU. Apenas Irati, Rio Azul e Mallet ainda faltam dar o parecer sobre o serviço. Em Irati, de acordo com a secretária municipal de Saúde, Magali de Camargo, após alguns estudos junto do prefeito Jorge Derbli, a administração concordou com a instalação do serviço, encaminhando o Projeto de Lei para a Câmara sobre o mesmo. O qual ainda será votado.

Já o prefeito de Rio Azul, Rodrigo Solda, disse ainda não ter uma resposta. Sabemos da importância do serviço, mas estamos em fase de estudos, disse. A nossa reportagem entrou em contato com o prefeito de Mallet, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. De acordo com os cálculos iniciais, o serviço custaria mensalmente R$ 2 por habitante. Irati arcaria com cerca de R$ 120 mil ao mês. Já Rio Azul, os custos ficariam na casa dos R$ 30 mil e Mallet, R$ 27 mil.

ESTRUTURA

Se todos os nove municípios que integram a 4ª Regional aceitarem o serviço do SAMU, a região contará com cinco ambulâncias em quatro pontos para atendimento. Inácio Martins terá uma ambulância de unidade básica, Rio azul vai ficar com outra e atender Mallet e Rebouças. Imbituva terá mais uma base onde vai atender Guamiranga.

Já Irati deve ficar com duas ambulâncias, uma de suporte básico e outra avançado, que é uma UTI móvel para atender também os municípios de Teixeira soares e Fernandes Pinheiro. O SAMU será implantado nos municípios que já aceitaram, mesmo se os demais não aderirem ao serviço.

A central será em Ponta Grossa. A população vai ligar 192 e vai ser direcionado a ambulância mais próxima. A partir do momento que o SAMU chega ele assume o atendimento. O SAMU não vem para substituir nenhum dos serviços já prestados com por exemplo pelo Corpo de Bombeiros, vem para somar, ressalta Patrícia Padilha Sobutka.

A população está crescendo e precisamos de mais suporte para toda essa demanda. Após o parecer destes municípios que ainda faltam, daremos os próximos passos e vamos fazer novas reuniões para apresentar os protocolos para gerenciar esse serviço, diz a diretora Jussara.

Diretora, Jussara Kubliski, e chefe de Divisão de Atenção e Gestão a Saúde, Patrícia Sobutka, alertam sobre a necessidade do serviço. Foto: Jaqueline Lopes