Conheça a origem dos símbolos natalinos

A história por trás do que se conhece hoje como as marcas do Natal Cristão

Amanda Borges

A chegada do Natal é marcada pelos símbolos que a data carrega. Papai Noel, pinheirinho, velas, luzes, ceia, enfeites, presépio, entre outros elementos, compõem o que chamamos de “Espírito Natalino” ou, ainda, a “Magia do Natal”. Contudo, poucas pessoas sabem a origem desses símbolos e a importância deles para o nascimento de Cristo e da história da humanidade.Os Freis Antoninho Martins Ferreira e Marco Aurélio de Lara, e o professor da Unicentro e historiador, João Carlos Corso, explicaram um pouco mais sobre como é a concepção religiosa e histórica de alguns desses símbolos.
Primeiramente, é importante ressaltar que, conforme explica o profº Corso, o significado do símbolo acaba se modulando em cada indivíduo, já que todos carregam alguma memória afetiva que se relaciona direta ou indiretamente com aquela representação. Além disso, “um símbolo que é eminentemente religioso pode, em algum momento, passar a ter um significado econômico”, explica. De encontro com o pensamento do professor, Frei Marco Aurélio diz que, mesmo sob uma perspectiva religiosa, é necessário compreender que algumas representações de origem bíblica, sofreram modificações de sentido com o passar dos anos e evolução da humanidade.

PAPAI NOEL
Um dos maiores e mais significativos símbolos natalinos surge no início do século XX, nos Estados Unidos, conta Corso. Contudo, o mito do Papai Noel é criado a partir da história do Santo católico São Nicolau. Frei Marco conta que Nicolau foi um bispo da região Nórdica da Itália, que saia em meio ao rigoroso frio europeu, com trajes próprios para neve, para presentear as crianças de sua região. “E isso foi sendo adaptado para a realidade do comércio. Então, a benfeitoria de São Nicolau de agradar o seu rebanho, principalmente as crianças no Natal, deu origem a essa figura que é o Papai Noel”.

PRESÉPIO
O primeiro presépio foi criado por São Francisco de Assis, no ano de 1223, em Greccio na Itália. Frei Antoninho conta que o momento da encarnação de Cristo encantava Francisco profundamente. Por isso, o Santo reuniu pessoas e animais para representar todo o cenário do nascimento do Salvador. Além disso, ele explica que o santo tinha o desejo de viver, sentir na pele, o que era narrado pela bíblia sobre o nascimento de Cristo e, por isso, o momento perpassou um simples teatro. “O nascimento do presépio, a origem, então, é o desejo de São Francisco de sentir o que o menino Jesus sentiu, a própria família de Nazaré”, explica Marco.

PRESENTES
A tradição da troca de presentes no Natal surge a partir da chegada dos Reis Magos ao momento do nascimento de Cristo. De acordo com Frei Marco, os Reis simbolizam todos os povos, “a humanidade inteira que acolhe o Messias Salvador. E então a humanidade presenteia com o que tem de mais valioso e naquele momento era o ouro, o incenso e a mirra”. Isto é, as lembranças seriam um gesto de retribuição da humanidade pelo grande presente que foi a vinda de Jesus ao mundo.

LUZES
O Natal branquinho, com neve e casacos não é exatamente o retrato do Natal encontrado em terras brasileiras. Mas, Corso conta que, na Roma antiga, este período era marcado pelo Solstício de Inverno, ou seja, a noite mais longa e fria do ano. Por isso, a chegada do sol e, consequentemente, da luz, simboliza a renovação, a esperança. Então, as luzes se relacionam com essa alegoria, a chegada de vida nova.

CEIA
A partilha de alimentos durante o Natal ocorre, pois se anuncia com o fim de um ciclo, nesse caso, o fim do ano. “Nós estamos fechando um ciclo e temos essa necessidade ritualística de festejar tudo que foi de bom, comemorar que estamos vivos. E, ao mesmo tempo, reunir familiares que as vezes ficam longe o ano todo”, explica o ProfºCorso. Portanto, a confraternização ocorre com o objetivo de celebrar o viver e o encerrar de uma fase.