Fobras lança campanha Outubro Rosa por meio de orientação nas caixas de fósforo

Com o objetivo de prevenir os consumidores sobre o câncer de mama, a indústria produz caixas de fósforo na cor rosa e com orientações no verso, além do QR Code para doação aos hospitais

A Fobras desenvolve a campanha do Outubro Rosa há quatro anos, pensando no contato direto que os consumidores têm com o fósforo, já que o produto está relacionado com o dia a dia das pessoas, a indústria sentiu a responsabilidade de orientar os consumidores, em especial as mulheres, sobre o câncer de mama, incentivando o diagnóstico precoce, autoexames e tratamento. Além de buscar atingir as mulheres em seus lares, a empresa pensa, também, nas funcionárias, em Irati, mais de 60% são mulheres.

O diretor Geral na Fosforeira Brasileira Ltda, Ailton Teixeira de Freitas, conta a respeito do cuidado com as funcionárias e familiares. “Todos os anos as funcionárias e as esposas dos funcionários têm a oportunidade de fazer o exame preventivo, bem como a mamografia, por meio de uma parceria com o Sesi, a Fobras disponibiliza estes exames de prevenção”, disse o diretor.

Diretor Geral na Fosforeira Brasileira Ltda, Ailton Teixeira de Freitas. Foto: Patrícia de Paula

A caixa de fósforo da campanha, possuí uma orientação no verso mostrando como fazer o autoexame e incentivando a fazer a mamografia, além de ser na cor rosa. O objetivo é fazer com que as mulheres tenham este cuidado consigo mesmas, e que descubram a doença o quanto antes, para que o tratamento tenha êxito.

Outro detalhe da caixa é o QR Code que permite a pessoa fazer doação em dinheiro para três hospitais de referência no tratamento do câncer, o Hospital Erasto Gaertner de Curitiba-PR, Hospital do Amor de Barretos – SP e o Hospital da Baleia de Belo Horizonte – MG. Todos os anos a Fobras faz doações para estas instituições, e com o QR Code irá incentivar os consumidores a doarem também, já que os hospitais vivem com as doações.

Ailton ressalta a relação do fósforo com as mulheres a importância de ter esta orientação em suas mãos no dia a dia. “O fósforo é um item essencial, na pandemia ele passou a ser um item de cesta básica, as famílias em situação de vulnerabilidade social ou até mesmo com residência mais simples usam fogão a lenha ou fogão que não possui acendedor automático. Para comer as pessoas precisam acender o fogo, então o fósforo tem toda uma importância neste cenário. O segundo ponto é o contato dos produtos da Paraná com as mulheres, quase sempre são elas que cozinham, o maior consumidor de fósforo são as mulheres, são as que mesmo trabalhando fora, levantam de madrugada para fazer a refeição para os filhos ou para o esposo, mulheres que trabalham fora e mesmo chegando em casa à noite vão para a cozinha, então, elas têm esse contato direto com o fósforo”, afirma Freitas.

HISTÓRIA DA FOBRAS

Ailton conta um pouco da história da empresa, que existe há mais de 70 anos. “A história fala de amizade, a união entre seis amigos iratienses para construir o próprio negócio. Em 1952 estes amigos decidiram criar um produto mais manufaturado, vindo da madeira, e fundaram a Companhia de Fósforos Irati. Iniciaram, produzindo os fósforos, distribuindo apenas na região, hoje, a empresa entrega em todo o país. Em 1999 os sócios venderam a empresa para um grupo espanhol, chamado Ibero-americano de Fomento (IF), a partir deste investimento internacional a indústria ganhou muito mais força”, informa o diretor.

O fósforo continua sendo o foco, mas, atualmente, são produzidos mais de 70 tipos de produtos pela Fobras, a maior variedade de fósforos do Brasil e também da América Latina é produzida aqui. “Do México para baixo é possível encontrar os fósforos produzidos em Irati, depois ampliamos para a produção de palitos de dentes, temos palitos com menta na ponta, palitos de espetinho e com isso fomos criando outras coisas que têm tudo a ver com o churrasco, que é o acendedor de carvão e lenha, para as churrasqueiras”, explica Freitas.

A marca Paraná também produz velas, segundo o diretor, fósforo e vela é um casamento perfeito. “Estamos indo para o terceiro ano com velas, e estamos nos preparando para o auge que é no dia de finados, em que o consumo de velas e fósforos é enorme em todo o Brasil. Ainda temos a pasta e a esponja que dá brilho nos sapatos, esta linha temos há quase 15 anos, sendo a segunda melhor do Brasil. A Fobras tem presença em todos os estados do Brasil, diria até que em todos os municípios, de norte a sul do país tem os produtos feitos por iratienses”.

PANDEMIA RESULTOU EM NOVAS CRIAÇÕES

O resultado da pandemia para a Fobras foi a criação do mexedor de madeira e a vela citronela, Ailton relata a criatividade fruto da pandemia. “Muitas pessoas ficaram paradas devido à pandemia da Covid-19, porque foi necessário, mas a nossa criatividade não parou, criamos os mexedores de madeira, para mexer o café, o suco, ou uma caipirinha, inventamos dois tamanhos e duas formas de embalagens, um para consumo dentro de casa e outro para restaurantes. A madeira usada é de reflorestamento, é biodegradável, não polui a natureza e não tem plástico. Na pandemia, criamos também, a vela citronela, que tem ação repelente, com perfume, e cor verde, como brinde vem o fósforo dentro da caixinha”, disse o diretor.

Com a retomada da economia, a indústria não está vencendo atender a demanda dos prendedores de roupa, por exemplo, e foi possível enfrentar a pandemia tomando todas as medidas de segurança. “Todas as empresas são pessoas, criamos um ambiente com muito cuidado e segurança, para que não houvesse a contaminação, temos um protocolo que cuida não só dos funcionários como também da família deles. Teve dias que muitos tiveram que se afastar, mas isso gerou mais emprego para outras pessoas. Está sendo necessário tomar muitas decisões, todos os dias, nem sempre acertamos, mesmo com a pandemia, pode-se dizer que a empresa está muito bem. Quero que o povo de Irati saiba que a Fobrás faz os produtos Paraná, quando for no supermercado lembre-se que estes produtos são daqui, e que estão gerando emprego e economia para o município”, finaliza o diretor.