O ‘Gaiteiro do Slackline’

Estudante de 16 anos toca acordeon se equilibrando em uma fita

O vídeo de um menino da nossa região voltou a circular nas redes sociais nestes últimos dias. O jovem estudante de 16 anos, Thiago Simon França, apareceu em uma publicação tocando seu acordeon em cima de uma fita para prática do slackline. No Youtube, uma das postagens do vídeo já tem dois anos, mas foi na rede social Whatsapp, que ele voltou a ser visto recentemente.

Tocar acordeon não é para qualquer um. Praticar slackline também não. Imagina fazer estas duas coisas ao mesmo tempo. Foi isso que Thiago fez e seu pai, o professor Antonio França Junior, registrou. O vídeo foi gravado porque a irmã de Thiago queria ir ao circo e foi, então, que ele decidiu fazer uma apresentação para ela do que sabia fazer. Cantando e tocando uma música do artista gaúcho, Mano Lima, ele se equilibrou na fita e fez graça em sua casa, no município de Rio Azul na época.

Tudo começou pelo seu interesse em aprender a tocar o instrumento. “Eu comecei a tocar acordeon com três anos. Meu pai, Junior, tinha uma gaita (como o acordeon também é popularmente chamado) quando era pequeno e nunca conseguiu tocar. Aí, eu peguei, fui escutando uma música e aprendendo sozinho”, contou Thiago à Folha.

Ele nunca fez apresentações e já se realiza tocando em casa para ele mesmo e sua família reunida. Há cerca de seis meses, também começou a aprender violão. O estudante se tornou autodidata estudando ambos os instrumentos.

PRATICANDO O SLACKLINE

O slackline é um esporte radical mais recente, que consiste em se equilibrar em uma fita de nylon, estreita e flexível, com suas extremidades fixadas em árvores, postes ou rochas. O praticante adquire mais equilíbrio, concentração e melhora em sua postura, além de ser muito relaxante.

Thiago começou a praticar este esporte há três anos. “Comecei a praticar com uma corda porque meu pai não queria comprar para mim. Quando ele viu eu andar no slack, ficou com dó de mim e comprou”, conta ele.

Mesmo se mudando para outra cidade, ele levou o equipamento, que fica instalado em um cantinho do terreno da casa dos avós. “Às vezes, tiro para levar no tanque para poder andar por cima da água. Quando tem bastante gente aqui, eu monto para que possam me ver andar”.