Preço da gasolina poderia ser ainda menor, afirma Sindicombustíveis-PR

Sindicombustíveis-PR afirma que a redução poderia ter sido ainda maior em todo país

Neste período de distanciamento social o preço da gasolina apresentou redução em todo o País. No entanto, a assessoria do Sindicombustíveis-PR afirma que a queda poderia ser ainda maior e chegar mais rápido aos consumidores finais, “caso as distribuidoras de combustíveis repassassem as reduções aos postos na íntegra e de forma mais ágil. Os postos não compram combustíveis diretamente das usinas ou refinarias, são obrigados a comprar das distribuidoras. Por isso, a redução nas bombas depende dos repasses das distribuidoras aos postos”.

São, também, os postos de combustíveis os agentes com menor poder de interferência na variação de preços.

A Petrobras fez o anúncio da redução em 15% do preço da gasolina nas suas refinarias. A decisão vem na esteira da forte desvalorização que o petróleo vem apresentando no mercado internacional, que já acontece desde março deste ano.

De acordo com levantamento do Sindicombustíveis-PR, o preço do litro de gasolina no dia 15 de abril, na refinaria Getúlio Vargas, em Araucária, era de R$ 0,997.

Mas o valor final, pago pelo consumidor na bomba, tem ainda outros quatro componentes: preço do produto quando sai da Petrobras, etanol anidro, margem de lucro das distribuidoras e postos e os tributos. “Sobre o etanol anidro, vale lembrar que, conforme determinação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), toda gasolina comum vendida no Brasil deve ter 27% de etanol anidro na mistura. Esta mistura é realizada pelas distribuidoras”, afirma o Sindicato. Com isso, 14% do preço cobrado na bomba pela gasolina correspondem a essa composição e outros 28% são referentes ao preço da gasolina na Petrobras.

Ainda do preço final da gasolina, 47% correspondem a impostos, sendo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) responsável por 30,89% do valor final. Além desse imposto estadual, os federais (CIDE, PIS, Cofins) respondem por 16,29% do preço cobrado na bomba.

Postos e distribuidoras têm como margem de lucro aproximadamente 11%.

Além da gasolina, pesquisas da ANP indicam que os preços do diesel e do álcool também baixaram.

O Sindicombustíveis-PR ratifica que o mercado de combustíveis é livre e regido pela concorrência. Assim, não há tabelamento de preço dos produtos.