177 famílias serão beneficiadas com casas populares que começam a ser construídas

Habitações fazem parte do Programa Família Paranaense, em uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura
Famílias receberão aluguel social para poderem se mudar (Foto: Patricia De Paula)

Depois de muitas tratativa e empenho, as novas casas populares na Vila Zezo, em Imbituva, começam a ser construídas. Ao todo, 177 famílias serão beneficiadas com moradias dignas, sendo 157 casas populares novas e 20 reformadas. O investimento é de quase R$ 17 milhões em recursos do Programa Família Paranaense, em uma parceria entre Governo do Estado e Prefeitura.

O prefeito de Imbituva, Bertoldo Rover, se diz muito contente por ter finalizado mais um processo. “É uma obra em um valor sustentável, de quase R$ 17 milhões, sem custo para os moradores, nem para o município, é gratuita, com pavimentações nas ruas além das casas. Fico feliz porque recebemos a empresa, tivemos outras licitações e vieram em branco, e esta já dizendo que vão fazer a obra, isso é importante. A felicidade não é só das 177 famílias, mas de seus parentes e do município todo. A Vila tem um enorme elenco de moradores, pessoas que batalham no seu dia a dia”.

O objetivo dessas moradias é melhorar a qualidade de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Para o presidente da Cohapar, Jorge Lange, “esta iniciativa faz parte de uma série de esforços da gestão estadual em promover ações para melhoria da qualidade de vida e inclusão social das famílias mais carentes do Paraná. Em parceria com o município e a iniciativa privada, o Governo do Estado viabiliza a construção e reforma de moradias, com a realocação de pessoas residentes em áreas de risco e a execução de obras de infraestrutura e urbanização, sem qualquer custo à população das regiões beneficiadas".

A Cohapar regional de Ponta Grossa será a responsável pela fiscalização obra e na reunião desta semana, esteve, junto do prefeito e da empresa, na reunião ajudando nas apresentações de local e dando os últimos ajustes. “Agora é real, tem a ordem de serviço, a empreiteira vai começar e, se Deus quiser, em 12 meses estamos aí em uma outra reunião entregando as obras”, comenta Ari Ribeiro Filho, chefe do escritório regional da Cohapar de Ponta Grossa.

Segundo Marco Antonio Guilherme, da empresa Construtora Guilherme, responsável pela obra, as máquinas devem estar no local a partir do momento em que as casas forem desocupadas, para assim, fazer a demolição e começar a nova construção. O prazo de execução das obras é de 12 meses. “Nós estivemos no primeiro contato com o prefeito, já estivemos no local dando uma olhada, que é grande e extenso, com uma geografia um pouco difícil, por isso é um pouco mais demorada devido a geografia, é bem aclive o local, tem um desnível grande, e isso dificulta ainda mais a movimentação de máquinas, de pessoal e de material. Mas, conforme forem sendo desocupadas, a gente já vai entrando com o maquinário, tudo depende desse processo de desocupação para entrarmos trabalhando”, disse Marco.

Além das novas habitações, outras áreas do bairro devem passar por um processo de urbanização, que será custeado com recursos próprios da prefeitura de Imbituva.

FAMÍLIAS

Durante o período de obras, as famílias que residem na Vila Zezo serão ser realocadas, para isso, elas receberão um aluguel social da Secretaria de Estado, da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (SEJUS), no valor de R$ 480,00 mensais para bancarem os custos temporários em outro imóvel.

A dona Helena dos santos Schinaider, moradora da Vila há 20 anos, diz que já está tudo certo para receber o valor e com a casa nova ficará melhor. “Eu sempre morei em uma casa de madeira que nós mesmos fizemos, mas o terreno é da prefeitura, mas agora, vão tirar nós da área de risco, para nós vai melhorar bastante, a casa vai ser de material vai ser ótimo para minha família, é uma casa para o resto da minha vida. Eu estou muito feliz e a minha família também, porque todos vão ganhar”, comenta.

Bertoldo faz um pedido às famílias beneficiadas para que, assim que recebam o aluguel social, possam ir desocupando, para começar a nova construção. “As pessoas nos ajudem a irem desocupando suas residências mesmo que seja feito na primeira rua iniciada, mas que vão saindo, porque o quanto antes elas saírem, até porque tem os aluguei que já começaram a ser pagos e pode levar o que quiser da sua casa antiga, telhas, material, mas nós pedimos esse apoio”.

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

As 177 famílias que terão suas novas casas também irão receber o programa de regularização fundiária, ou seja, cada uma terá a escritura do seu terreno. Estas e outras pessoas serão beneficiadas com este projeto, que está dento de quase 1700 propriedades, que terão sua situação regularizada, que segundo Rover, já está tudo encaminhado. “É uma das grandes coisas que a nossa gestão está fazendo, é uma sequência de reuniões, trabalhos que hoje se concretiza com ações, não só do municio e do Governo do Estado, é como dizem: um trabalhando aqui, outro trabalhando lá, as coisas acontecem”.


Veja Também