A obesidade é um fator de risco para pessoas que têm coronavírus

A obesidade se associa a maiores índices de gravidade e hospitalização em pessoas infectadas pelo coronavírus (Covid-19)
(Foto: Dr Eduardo Bento)

Para países como o Brasil, onde aproximadamente 20% da população é obesa, esse fato acende um sinal de alerta no sistema de saúde.

Afinal de contas, trata-se da união de duas das mais graves pandemias do século 21. Uma infecção viral com altíssimo poder de contágio e ainda sem vacina, aliada a uma condição metabólica que é segunda maior causa de mortes.

Fatores associados à obesidade que possivelmente contribuem para tal gravidade:

● Comprometimento da função pulmonar (restrição mecânica, maior risco de apneia obstrutiva do sono e síndrome da hipoventilação pulmonar);

● Inflamação crônica, com maior risco de inflamação grave nos pulmões durante a infecção

● Doença das coronárias e insuficiência cardíaca;

● Hipertensão e Diabetes.

A Obesidade dificulta internações em terapia intensiva estima-se que 5% dos pacientes que contraem a Covid-19 precisaram ser internados em unidades de terapia intensiva (UTI). No caso desse grupo, isso representa um desafio a mais relacionado à estrutura disponível nos serviços de saúde;

● Instalações adequadas para esses pacientes em número suficiente;

● Os procedimentos também apresentam mais dificuldades;

● Equipamentos adequados para diagnóstico de exames;

Os efeitos do isolamento social na saúde até mesmo para quem não está hospitalizado, a obesidade pode causar uma série de dificuldades diante da situação de isolamento social causada pela pandemia de Covid-19.

De acordo com a Federação Mundial de Obesidade, as medidas de isolamento, apesar de necessárias, representam um motivo extra de preocupação. Como grande parte da população já enfrenta problemas de estigmatização social e há uma alta prevalência de depressão entre esses indivíduos, o isolamento pode agravar ainda mais estes problemas.

Isso exige dos gestores de saúde uma atenção especial à saúde mental dessas pessoas durante a pandemia.

O aumento do sedentarismo durante o isolamento e ao maior consumo de alimentos ultraprocessados e não perecíveis em detrimento de hortaliças e frutas frescas é um fator a se preocupar nessa pandemia.

Esse alertar sobre a associação entre obesidade e o Covid-19 não tem como objetivo gerar ansiedade nos pacientes, mas sim destacar a importância em reconhecer a obesidade como uma “pandemia crônica“ e reforçar a importância do seu tratamento adequado. Perda de 5 a 10% do peso já demonstram benefícios a saúde.


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