Dormir pouco ou mal afeta o organismo

Falta de sono,dormir pouco, mal ou ter sonolência são alterações que precisam ser tratadas
Neurocirurgião da Santa Casa de Irati, Tiago Rosa, explica funcionamento do cérebro e noites mal dormidas (Foto: Devotcha)

É comum ficar noites sem dormir, às vezes, dormir mal, ou dormir demais. Poucas pessoas conhecem os malefícios, ou a falta de ter um horário e uma rotina para dormir e acordar, para fazer a manutenção do organismo, que sem o sono, acaba tendo falências.

O neurocirurgião da Santa Casa de Irati, Doutor Tiago Rosa, explica que a falta de sono gera várias patologias, como mudança de humor, dores de cabeça simples ou intensas, nervosismo, ansiedade, entre outras, que geram consequências durante o dia.

Rosa diz que “o nosso cérebro tem interruptores, que está localizado em uma área chamada hipotálamo, que é responsável pela ativação e desativação como um todo. Porém, durante o sono, ele permanece em atividade. Essa é uma parte central do cérebro, que é possível observar algumas patologias ligadas diretamente ao hipotálamo. Podem ser as que geram, tanto a interrupção, ou determinadas situações de estresses, ansiedade e podem fazer com que esse interruptor não funcione de forma adequada”, explica.

Essas noites mal dormidas afetam o organismo como um todo, principalmente, em alterações psicológicas. O doutor enfatiza que é preciso que as pessoas tentem se programar para terem uma boa noite de sono. “Tem pessoas que conseguem dormir bem, conseguem desligar e elas terão um dia mais produtivo. Por isso, o mais importante é tratar a causa do problema, e não os sintomas. Muitas vezes, pode ser outras patologias que então gerando a perda de sono, é complexo de se tratar”.

O neurocirurgião comenta que em Irati há um grupo de sono, que ele faz parte, junto de psicólogo e otorrinolaringologista. “Nós temos um grupo de sono, em que avaliamos as consequências de noites mal dormidas, que são inúmeras, dores de cabeças, simples ou complexas, até uma crise convulsiva, descoordenação do impulso elétrico, que pode um dia acontecer por falta de sono. Isso precisa ser corrigido o mais rápido possível”, enfatiza.

TROCA E EXCESSO DE SONO

Há casos também em que pessoas dormem muito, ou trocam o dia pela noite. O doutor comenta que isso também é uma alteração, e pode prejudicar a produção de melatonina, que acontece quando dormimos. “Quando alguém tem um sono excessivo ao longo do dia, nós chamamos de Narcolepsia, que também gera alterações no organismo, as mesmas quando se dorme mal. A troca de sono do dia pela noite é muito ruim, porque a produção de melatonina está intimamente ligada, e é um hormônio importante, ao ambiente do sono. A troca modifica múltiplas funções do organismo, desde a simples até a distribuição hormonal”, destaca.

De acordo com Rosa, para noites bem dormidas é essencial que a pessoa se desligue de tudo, não leve celular ou trabalho para cama. Além disso, precisa de um local escuro e tranquilo, sem esquecer de ter regras, tanto para dormir, como para acordar, também fazer a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação. “É preciso educar o organismo para que ele funcione da melhor forma”, finaliza o neurocirurgião.


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