Estado encerra convênio com a Casa da Gestante de Irati

Reabertura deste programa depende do financiamento dos municípios
Consórcio fornecia janta e café da manhã para as mulheres que necessitavam do apoio (Foto: Cibele Bilovus)

O fechamento da Casa da Gestante aconteceu no dia 30 de junho, se deu pelo fato de ter encerrado o convênio com o SUS, por não ter outro financiamento foi necessário fechar as portas deste atendimento. Puérperas são aquelas mulheres que acabaram de ter seus filhos, e passam por um período de recuperação, que decorre desde o parto, até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação.

O encerramento das atividades aconteceu no dia 08 de julho, pois haviam duas puérperas fazendo uso da casa, e foram mantidas a custo do município até que seus bebês receberam alta da Santa Casa.

O diretor administrativo do Consórcio Intermunicipal de Saúde, Luís Fernando Zanon de Almeida, conta que está sendo feito um contato com os secretários de Saúde dos municípios para retomar estas atividades. “Antes era feito o atendimento de gestantes e puérperas de alto risco de todo o Paraná, porque era um financiamento do governo do estado. A partir de um outro acordo, se os municípios bancarem a Casa da Gestante, teremos por obrigação atender só aquelas que fazem parte dos municípios consorciados”, afirma Almeida.

O convênio do estado vem desde 2006, integrava com outros programas como hipertensão, diabetes, saúde mental, saúde do idoso, e entre os programas, estava a Casa da Gestante que teve o financiamento interrompido este ano.

O serviço oferecido às mulheres que necessitavam daquele apoio era completo, a Santa Casa fazia a indicação para as gestantes de alto risco e puérperas. “O bebê ficava internado UTI Neonatal da Santa Casa e a mãe se hospedava na casa, sob custódia do consócio era oferecido o atendimento de enfermagem, psicóloga, nutricionista, assistente social, todos estes cuidados ficavam à disposição. A noite vinha uma técnica de enfermagem para ficar com esta mãe, e fazer o atendimento que fosse necessário”, explica o diretor.

O consórcio também fornecia janta e café da manhã para estas mulheres, elas passavam o dia acompanhando seus bebês no hospital, desde as 8h30 e retornavam as 19h para a Casa da Gestante.

O diretor do consórcio afirma que para este serviço voltar a atender é preciso um acordo entre os municípios, que já concordaram em dar continuidade a este trabalho com verba municipal, mas precisa ser feita uma reunião com todos para definir os investimentos. “A Santa Casa procurou o consórcio, após o fechamento da Casa da Gestante, pedindo para que esta atividade seja retomada, mas não há uma previsão de quando volta, pois será necessário decidir se será feita uma nova licitação, com outros funcionários e todos os detalhes que serão discutidos com os secretários de saúde”, finaliza Luiz Fernando.


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