Período de estiagem afeta lavouras da região

Com a falta de um volume de chuvas e as altas temperaturas dos últimos dias, a safra 2018/2019 de algumas culturas pode ser afetada. As lavouras de feijão, milho, soja e tabaco estão sendo atingidas pelos efeitos da estiagem e devem ter impactos na produtividade e na qualidade das plantas
[" Com o per\u00edodo de estiagem, as plantas j\u00e1 est\u00e3o sofrendo problemas devido as altas temperaturas. "] (Foto: Foto: Vinícius Batista )

Com a falta de um volume de chuvas e as altas temperaturas dos últimos dias, a safra 2018/2019 de algumas culturas pode ser afetada. As lavouras de feijão, milho, soja e tabaco estão sendo atingidas pelos efeitos da estiagem e devem ter impactos na produtividade e na qualidade das plantas. O Paraná é o segundo maior produtor de soja do Brasil, levar prejuízos na produção desta cultura deve impactar diretamente na economia do Estado e consequentemente da região. Com o período de estiagem, as plantas já estão sofrendo problemas devido as altas temperaturas, além disso existe a falta de chuvas, que são essenciais neste período.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater, Bruno Luis Krevoruczka, já é possível notar alterações nas lavouras de soja e a queda de produção deve ser inevitável. Redução do crescimento vegetativo, abortamento floral, redução do crescimento radicular, redução de tamanho e peso de grãos e morte de plantas, desuniformidade do estande de plantas, que são sementes que não nascem já são fatores encontrados devido ao período de estiagem que a região passa. Em relação a produção, a quebra já pode ser sentida na região. De acordo com o agrônomo, o primeiro fator que indica prejuízos na produtividade é o baixo desenvolvimento vegetativo das plantas. O desenvolvimento radicular já é insuficiente. Isso ocasiona a baixa nodulação nas raízes, com isso as plantas absorvem menos nutrientes, principalmente nitrogênio, o que pode reduzir em muito a produção. Podemos observar uma grande desuniformidade no estande de plantas devido as sementes que não germinaram ou plântulas que acabaram morrendo, explica Krevoruczka. O Paraná também é o terceiro maior produtor de tabaco do país, tendo ainda o município de Rio Azul com o maior número de famílias produtoras em todo o Estado, sendo também o segundo maior produtor do Paraná. A cultura do tabaco já foi afetada pelo período de chuvas de granizo e agora sofre com a estiagem.

Bruno Krevoruczka comenta que há algumas técnicas que podem amenizar os problemas naturais que afetam as lavouras de tabaco. Existem técnicas que podem diminuir os efeitos da estiagem na agricultura. São elas, principalmente, o uso de terraceamento e plantio em curvas de nível, e um plantio direto bem feito. Infelizmente a cultura do fumo está sendo muito prejudicada nessa safra. Primeiro sofreu com o excesso de chuvas. Depois muitas áreas sofreram com chuva de granizo. E por fim, agora, sofre com a estiagem prolongada. As lavouras de fumo apresentam sinais claros de falta de água, plantas com folhas enrolando, além das que já estão amareladas e secas, enfatiza o engenheiro agrônomo. O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura paranaense, estima que o Estado deverá produzir 19,1 milhões de toneladas de soja na atual temporada, cerca de 500 mil toneladas abaixo do previsto no mês anterior e inferior em quantidade semelhante frente à primeira projeção, de agosto. O corte na previsão ocorre após o Estado ter sido atingido por uma seca justamente em um importante momento de desenvolvimento das plantações.