Sim, ela é barbeira e DJ

["Patricia faz todos os tipos de corte de cabelo e barba"] (Foto: Rafaela Gnatkowski )

Patricia Miqueta encontrou o que gosta de fazer que é cortar cabelo masculino e fazer barba, além de atuar como DJ

 

Uma profissão diferente para as mulheres está presente em Irati. Patricia Miqueta passou de auxiliar de cabelereira para barbeira. Esse foi o começo da profissão da primeira mulher barbeira de Irati. Em dois anos de atuação, já são quase 300 clientes fixos que acompanham seu trabalho.

Patricia começou a se interessar pela profissão através da mulher, Rafaela Gnatowski, que é cabelereira e fotógrafa. As duas trabalham juntas no Ateliê Click da Beleza. Como auxiliar, a barbeira aprendeu o básico, mas após uma especialização que fez em Florianópolis, em Santa Catarina, começou a tratar do visual masculino.

Ela conta que conquistou todos os clientes homens da sua mulher, que aprovaram. Também conseguiu novos nesses dois anos que atua em Irati. Em média, Patricia atende em torno de 10 pessoas por dia. “Acho que a melhor avaliação dos meus clientes é eles sempre voltarem”, relata a barbeira.

São vários tipos de corte que Patricia faz, desde os mais simples até os mais elaborados. A nossa reportagem presenciou um corte estilo degrade ou sombreado que são os mais pedidos pelos rapazes, segundo ela. Até agora não teve nenhum tipo de corte de barba ou cabelo que não soube fazer.

Patricia conta que não teve dificuldades para se inserir na área. “As pessoas já me conheciam porque eu era auxiliar da Rafa (esposa), então eu já trabalhava no ramo, mas como auxiliar. Depois que eu fui trabalhar com barbeira eu não senti preconceito, porque eu acho que é difícil mesmo. Eu não conheço mulheres que trabalham como barbeira, mas mesmo assim não senti preconceito nenhum”, comenta.

Ela também encontrou na profissão de barbeira uma forma de ter seu próprio negócio. “Quem não quer ter um negócio próprio? Fazer seu próprio horário? Eu gosto muito do que faço, a gente pensa no financeiro, mas é amor pela profissão mesmo. Eu aprendi o básico e depois fui procurar uma especialização. A gente precisa sempre se atualizar, não dá para parar”, disse.

De acordo com Patricia, essa é a forma que encontrou de fazer o que mais gosta. “Eu pretendo continuar, cada vez crescer mais, conquistar mais clientes e sempre inovar. Tem que ter bastante dedicação no que você faz e muito amor naquilo que você se propõe a se dedicar”, enfatiza.

SER DJ

Patricia também realiza trabalhos como DJ, ela começou em 2014, e desde então toca em festas ou apenas em casa para amigos. Para ela, o mais difícil nessa área é a aceitação da região por música eletrônica.

“Esse é mais um hobby que eu pratico, porque aqui em Irati o pessoal tem muita discriminação com música eletrônica, mas é um amor que eu tenho desde que eu conheci esse estilo. Não consigo mais ouvir outra coisa”, observa.

A DJ começou a se especializar por meio de pesquisas e treino, após conseguir juntar um dinheiro, comprou seu próprio equipamento, e toca em festas de PVP e clubes da região. Ela comenta que tem como hobby devido o retorno financeiro não ser alto. “As pessoas não valorizam muito o estilo de música e a profissão de DJ, por isso eu levo mais como hobby, porque retorno financeiro não tem muito”, completa.

Neste Dia da Mulher, Patricia vai participar de uma festa importante. Nesta sexta-feira (8), tocará em um evento que só mulheres serão DJ, esse é um projeto que já está na sua terceira edição, e a DJ de Irati irá participar. A festa acontece em Ponta Grossa.


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