Sistema vai equilibrar fluxo de água no Residencial Margarida

A caixa maior tem capacidade de conter 580 mil litros
(Foto: Nilton Pabis)

Os trabalhos estão acelerados no residencial Margarida, localizado no entroncamento da Rua Jornalista José da Silva com a Avenida José Galiciolli, no bairro São Francisco. O nome faz uma homenagem a matriarca da Família Malucelli, dona Margarida Maria Mansur Malucelli. Mas, além de bem situado, o empreendimento traz uma novidade na questão da drenagem urbana com a implantação de uma caixa de contensão de água pluvial.

O engenheiro e sócio do empreendimento, Sergio Mansur Malucelli, explica que o modelo que está sendo implantando na cidade já é obrigatório em cidades maiores, como Curitiba, por exemplo, mas em Irati não há esta obrigatoriedade. A caixa de contensão tem o objetivo de equalizar o lançamento da água das chuvas que é captada na rede pluvial do loteamento. “Nós temos a preocupação de dar um destino para a água da chuva, que cairá sobre o loteamento, mas sem alterar o fluxo normal e nem aumentar o índice de alagamentos no centro da cidade”, afirma o engenheiro.

“Percebemos que o centro de Irati tem uma tendência de receber água nas chuvas torrenciais quando ocorrem. Para isso, decidimos, mesmo com alto custo, construir uma caixa de contenção”, explicou Malucelli. Neste processo, a água que é captada das chuvas entra por um tubo de 40 centímetros nesta caixa. Para regular o volume e torná-lo constante, foi colocado no separador interno um tubo de 20 centímetros. “Isso faz com que a água da chuva seja estocada nesta caixa e expedida num volume menor, não alterando o volume do Arroio dos Pereiras onde é lançada”, explanou o engenheiro.

Segundo o projeto, esta caixa tem dimensões para captar água de forma suficiente mesmo quando o residencial tenha sua ocupação completa. “Nas chuvas que caíram no mês de junho, no seu maior volume, apenas um terço do espaço da caixa foi ocupado. Isso mostra que os cálculos estão corretos. Mesmo que haja uma chuva em que a caixa de contenção não vença, há uma válvula (septo) que permite que o mesmo volume de água entre na caixa e saia por ela. Uma caixa de retenção menor foi construída para receber águas de outro divisor”, salienta Sergio.

A caixa foi construída toda em concreto com vigas de sustentas e com piso do mesmo material. As paredes foram construídas com placas de concreto armado. Como a construção ficará sob um trecho de via que liga a Rua Jornalista José da Silva, a caixa tem a estrutura de uma ponte, uma vez que terá tráfego sobre ela. A caixa recebeu uma espessa capa de concreto que, ainda sobre ela, será implantada uma camada de asfalto acompanhando a construção do restante das ruas do residencial Margarida.

Malucelli observa que esta medida auxilia muito no volume de águas é destinado para o centro da cidade. Se cada loteamento implantasse este artifício, os alagamentos no centro da cidade seriam minimizados. Ele ainda defende que se os órgãos públicos implantassem, no Arroio dos Pereiras, uma sequência de pequenas lagoas reguladoras ao longo de seu trecho, iria praticamente zerar o problemas das inundações nas áreas centrais no que se refere a este Arroio.


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