Teste da vacina contra a Covid-19 começa a ser aplicado no HC de Curitiba

Profissionais da saúde e que atuam na linha de frente contra o novo coronavírus são as primeiras a pessoas a receber a vacina, que é chinesa.

Vacina chinesa em teste contra o coronavírus está sendo testada em profissionais da saúde — Foto: Hospital das Clínicas/Divulgação

O teste da vacina contra a Covid-19 começou a ser aplicado no Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba nesta sexta-feira (7).

Profissionais da saúde e que atuam na linha de frente contra o novo coronavírus são as primeiras a pessoas a receber a vacina, que é chinesa. O HC é um dos 12 centros de saúde do Brasil escolhidos para fazer o teste.

Dez voluntário vão receber as primeiras doses no HC da capital paranaense. Profissionais da saíde foram escolhidos para recebê-las porque eles têm mais contato com a Covid-19 e, por isso, garantem ao estudo uma resposta da eficácia da vacina mais rápida.

Ao todo, 850 voluntários vão receber as doses da vacina produzida por uma farmacêutica da China em parceria com o Instituto Butantan. Esses voluntários receber duas doses, com intervalo de 14 dias entre cada uma.

Essa é a terceira fase da vacina em humanos. A vacina já teve uma boa resposta nas fases anteriores, inclusive já foi aplicada em mil voluntários chineses. A resposta também foi boa na testagem com macacos.

Essa vacina é considerada pelo governo federal como uma das mais promissora sendo desenvolvida.

A parceira com a farmacêutica chinesa prevê a doação de doses para o país e a transferência da tecnologia. Isso quer dizer que, depois que a vacina for aprovada, o Brasil poderá produzi-la e distribuir gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o governo federal, depois desses testes, caso eles comprovem a eficácia da vacina, os próximos passos serão o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a distribuição pelo SUS.

Outra vacina

No fim de julho, o Paraná fechou uma parceria com uma outra empresa chinesa para testar e produzir mais uma vacina contra o novo coronavírus.

Os testes serão feitos em profissionais da saúde de todo o estado e devem durar de três a quatro meses.

Se os testes se comprovarem eficientes, o Paraná poderá produzir essas vacinas e distribuir para o Brasil e para a América do Sul.


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