Universidades estaduais estão entre as mais inovadoras do Brasil

Trabalho avaliou 196 instituições por inovação, pesquisa, internacionalização, ensino e mercado. A UEL, UEM, UEPG, Unioeste e Unicentro estão entre as 60 primeiras.

As universidade estaduais do Paraná estão entre as mais inovadoras do Brasil, segundo o Ranking Universitário da Folha de São Paulo (RUF), divulgado segunda-feira (7). Foram avaliadas 196 universidades brasileiras, públicas e privadas de acordo com indicadores de inovação, pesquisa, internacionalização, ensino e mercado.

As Universidades Estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), Oeste do Paraná (Unioeste) e do Centro-Oeste (Unicentro) estão entre as 60 instituições que possuem mais patentes solicitadas e artigos em colaboração com o setor produtivo.

“As universidades estaduais, por meio dos núcleos e agências de inovação, têm buscado cada vez mais gerar pesquisas e patentes que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos paranaenses. Isso só é possível graças ao trabalho de toda a comunidade universitária”, destacou o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

AGÊNCIAS E NÚCLEOS - O Paraná possui seis agências e núcleos ligados às universidades estaduais e que fazem parte da Rede dos Núcleos de Inovação Tecnológica do Paraná (Nitpar). Ao todo, já foram obtidos 39 patentes e 52 registros de marcas.

TRATAMENTO DE ESGOTO - A Unicentro ocupa a 18ª posição no ranking nacional de inovação. Entre as universidades públicas e privadas no Paraná, a Unicentro é a 3ª. “O ranking é resultado de um esforço conjunto da universidade em parceria com empresas estatais e privadas, visando a criação de produtos inovadores para o Estado”, afirma a advogada e diretora de propriedade intelectual da Agência de Inovação Tecnológica da Unicentro Cláudia Crisostimo.

A Unicentro e a Sanepar fizeram, em 2018, um pedido de patente para a produção de etanol de terceira geração a partir da utilização de algas de lagoa anaeróbia para o tratamento de esgoto.

É a primeira vez que uma pesquisa utiliza algas diretamente das lagoas de tratamento de esgoto para a produção de etanol. O pedido de patente surgiu da pesquisa da bióloga da Sanepar Márcia Mendes Costa Guareski na dissertação de mestrado do curso de pós-graduação em Bioenergia na Unicentro.


ENERGIA SUTENTÁVEL - A Unioeste aparece como a 32ª universidade mais inovadora do Brasil e a 5ª no estado. O primeiro Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica em forma de estacionamento, inaugurado em setembro, é um dos exemplos de ação inovadora da universidade.

O projeto resulta de uma parceria com a empresa fornecedora de Painéis Fotovoltaicos Biowatts de Cascavel. O laboratório terá a capacidade de gerar 2.900Kwh, que corresponde a uma economia de R$ 2.320,00 por mês na conta de energia da universidade.

“O objetivo é gerar energia elétrica a partir dos painéis fotovoltaicos unindo ensino, pesquisa, extensão, capacitação, inovação e empreendedorismo, para criar ambientes de convivência e outros espaços que possam servir a comunidade”, afirmou o coordenador geral do Núcleo de Inovações Tecnológicas da Unioeste Selmo José Bonatto.

PRODUTOS ALIMENTÍCIOS - A Agência de Inovação da UEL conquistou sua quinta patente neste ano. Trata-se de um analisador de parboilização de arroz com imageamento digital. A invenção tem por objetivo produzir um modelo de equipamento para produção de imagens digitais de grãos de arroz parboilizados, quando iluminados por luz polarizada.

O equipamento é útil para empresas de comercialização de arroz e laboratórios de avaliação de produtos alimentícios. A aprovação do pedido de patente contribuiu para classificar a UEL entre as 38 universidades mais inovadoras do Brasil e entre as seis mais bem colocadas do Paraná segundo o ranking da Folha.

PREENCHIMENTO ÓSSEO – Na 44ª colocação do ranking nacional e em 7ª no Estado, a UEPG recebeu em abril deste ano a patente de um biomaterial que tem a finalidade reparar ou substituir tecidos, órgãos ou funções do organismo. O biomaterial desenvolvido tem aplicação como material de preenchimento ósseo.

A pesquisa foi criada pelo grupo de Materiais Funcionais e Estruturais, que desenvolve projetos de pesquisa e extensão voltados para inovação tecnológica e tecnologias com relevância socioambiental.

TRATAMENTO DE QUEIMADURAS – Uma das patentes concedidas para a UEM em 2019 foi um biocurativo com propriedades terapêuticas diferenciadas para o tratamento de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Pela flexibilidade no tamanho pode também ser aplicado em superfícies com feridas de diversos tamanhos. O produto apresenta maior funcionalidade e desempenho que os remédios convencionais. A UEM ficou classificada entre as 60 universidades mais inovadoras do Brasil e é a 9ª no Paraná.
 

 


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