Apras se pronuncia sobre aumento de preço nos supermercados

Alimentos como o arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja tiveram acréscimo de valor nos últimos dias

A Apras (Associação Paranaense de Supermercados) vem por meio de esta nota esclarecer o aumento dos preços de alguns alimentos, como o arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja. Por se tratar de produtos de necessidade básica, o setor supermercadista está preocupado com os efeitos que isso pode causar na mesa dos brasileiros, principalmente nos que estão sendo mais afetados pela pandemia e que se encontram desempregados ou com redução de renda.

Desde o início da pandemia, o setor vem trabalhando para garantir o abastecimento da população e lutando por uma união de todos os elos da cadeia para que os preços se mantenham o mais estável possível. Porém, neste momento, os supermercados não só do Paraná, mas de todo o Brasil, estão sofrendo com os reajustes das indústrias fornecedoras destes itens.

A justificativa deste aumento é, principalmente, pelo aumento das exportações destes produtos e de suas matérias-primas. Como o dólar está alto, a exportação acaba sendo mais lucrativa para as empresas e, infelizmente, a política fiscal brasileira incentiva esta prática.

Nesta pandemia, a Apras e todo o setor supermercadista vêm tranquilizando a população em relação ao desabastecimento para que não sejam estocados alimentos e que não ocorra uma corrida desenfreada aos supermercados. Porém, o momento atual é preocupante, pois o desequilíbrio no fornecimento pode gerar escassez, desabastecimento, inflação e redução da frequência destes alimentos nas mesas dos brasileiros.

Para minimizar estes efeitos, a Apras esclarece que os supermercadistas estão buscando manter os preços o mais baixo possível e que apenas estão repassando as altas aplicadas pelas indústrias.

A Apras também está de acordo com o pedido da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que sejam adotadas medidas a fim de manter regular o abastecimento de produtos básicos à população brasileira, a preços competitivos, garantindo-se desta forma o equilíbrio de mercado. Assim, medidas como a isenção do imposto de importação de tais itens básicos ou ainda adoção de estoques reguladores, devem ser analisadas ao menos enquanto durar o período de pandemia.

O setor também pede que a população não compre além da necessidade e consuma com consciência, sem estocar alimentos, pois essas atitudes ajudam a manter os preços e evitam o desabastecimento.