Floresta Nacional de Irati é qualificada para PPI do Governo Federal

Plano de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República abre a possibilidade de comercialização do o desbaste das espécies não oriundas da Mata Atlântica

Através de um decreto da Presidência da República, a Floresta Nacional de Irati (Flona) foi qualificada para fazer parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, com finalidade de concessão florestal. O decreto foi publicado no final do mês passado e atende um pedido da deputada Leandre, em nome das lideranças da região Centro-Sul.

A Floresta Nacional de Irati foi criada em 1986 e conta com uma área superior a 3.8000 hectares, no bioma Mata Atlântica. A maior parte da floresta está localizada no território do município de Fernandes Pinheiro. Mas uma parcela pequena da floresta também pertence ao município de Teixeira Soares. Além disso, a Flona faz divisa com outros dois municípios: Irati e Imbituva.

Com a inclusão da Flona de Irati no Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal, é possível fazer o processo de substituição das espécies exóticas, como o Pinnus por exemplo, por formações florestais compostas de espécies nativas, como a Araucária. Abrindo a possibilidade de comercializar o desbaste das espécies não oriundas da Mata Atlântica.

“Este é o resultado de uma luta nossa de muitos anos. Fizemos um trabalho, desde 2019, com o Ministério da Agricultura e o Serviço Florestal Brasileiro para incluir a Flona de Irati no Plano de Outorga Florestal”, comemora a deputada federal Leandre Dal Ponte.

Ela destaca que o desbaste do Pinus diminui, inclusive, a pressão nos estoques de madeira nativa da região e também de material combustível, que pode ocasionar incêndios e gerar perdas enormes para a área de conservação.

“Além disso, a comercialização desta madeira que não é nativa vai gerar ganhos sociais e econômicos para a região de Irati, pois existe a possibilidade real da geração de muitos empregos”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Imprensa