Secretário de Agricultura explica situação do abastecimento de água em Rio Azul

Funasa restringiu convênios para obras de abastecimento de água devido o descaso dos projetos mal executados anteriormente

Atendendo à solicitação dos vereadores da Câmara Municipal de Rio Azul, o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, André Gembarowski, se pronunciou na última Sessão Ordinária (05) para tratar da situação do sistema de abastecimento de água das comunidades rurais do município, bem como a perfuração de poços artesianos.

Rio Azul tem um dos mais altos índices de saneamento no Paraná. A Sanepar atende o município 100% do meio urbano com água potável e 91,2% conta com a rede de esgoto. “Este é um trabalho que pouco aparece para população porque não fica a vista, fica debaixo da terra, mas é fundamental para a saúde da população. Mas é o interior que vem exigindo a maior atenção neste período de estiagem”, conta André.

“Para que o interior do município receba melhorias no sistema de abastecimento de água, existem duas formas de conseguirmos isso, uma delas é através da Sanepar e outra por meio de convênios com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde). Para a perfuração de poços artesianos temos o Águas Paraná, que é responsável por esta área”, explica o secretário.

Das 29 comunidades pertencentes a Rio Azul, 17 já possuem o sistema de abastecimento de água ou estão em fase de implantação. “Problemas enfrentados nos sistemas instalados em algumas comunidades se deram devido à falta de fiscalização no serviço de engenharia, por exemplo. A perfuração de um poço em local errado, que foi exigência de gestão anterior, não seguia as recomendações técnicas e acabou dando problema”, afirma André.

O secretário relatou os diversos problemas nas instalações feitas na gestão anterior. “Antes de avançar com novos projetos e progredir com o abastecimento de água, foi necessário corrigir os erros causados pela administração que não fiscalizou a qualidade das obras” disse Gembarowski. “Devido ao descaso da administração anterior a Funasa restringiu os convênios, então tivemos que readequar todos os projetos e executá-los um de cada vez”.

Atualmente, a prefeitura esta executando dois projetos. Um na comunidade de Pinhalzinho, que é via Funasa. Devido a várias irregularidades tanto na parte documental quanto na implantação prejudicaram a conclusão da obra. “No inÍcio da gestão ele já estava em andamento, mas com muitas falhas. Vazamentos e falta de pressão, que inicialmente pareciam problemas fáceis acabaram consumindo muito tempo para solucionar”, explica. “O que mais dificulta o trabalho é recuperar o bom nome que o município tinha perante as entidades. Devido à sequência de erros em quatro projetos apresentados pela antiga gestão”.

Outro projeto é na comunidade de Faxinal dos Paulas e Cachoeira dos Paulista. Lá estão sendo construído a casa de tratamento e a implantação da rede. Somando os dois projetos, após concluídos, serão beneficiadas mais de 110 famílias.

“Ainda estamos buscando regularizar outros projetos que vão atender as comunidades de Cerro Azul, Barra do Rio Azul e Marumbi dos Ribeiros. Estes são do programa PAC de 2010 via Funasa. Estamos fazendo todo esforço possível para resgatar o recurso para instalar um poço na comunidade de Pôzinho, também via Funasa. Em Rio Azul dos Soares já tem o poço perfurado. Agora, resta construir a rede e o sistema de tratamento e armazenamento de água. Mas para isso precisamos destravar o recurso na Funasa”, esclarece o secretário.

André ainda ressalta que este esforço tem custado caro ao município. “De quatro convênios que estavam paralisados por má gestão, dois já foram solucionados, e dois estão em processo de adequação”, contou.

“É importante que a população entenda que quando o projeto é realizado pela Funasa o custo para o município e para a população é simbólico. Já quando o convenio é realizado via Sanepar, o município tem de arcar com 50% do custo, e isso sai do recurso livre da prefeitura. A comunidade ainda entra com o serviço braçal. Por isso, nos empenhamos em readequar e buscar projetos via o governo federal (FUNASA). Em media, um projeto completo custa R$ 800 mil, pela Funasa, a contrapartida do município é de apenas R$ 1 mil. Já pela Sanepar o município teria que arcar com cerca de R$400 mil”, explica Gembarowski.

André buscou fazer uma explanação técnica e sanar muitas dúvidas e comentários maldosos feito por alguns vereadores mal informados. “Sempre estou disponível para explicar tudo o que acontece na Secretaria que administro. Se deram informações erradas, foi por vontade própria”, diz André. “Acredito que precisamos realizar uma ação contínua de todos os políticos que tem mandato, buscando investimento para o município e o desenvolvimento independente de partido político, mas com um olhar voltado para população”, finalizou.