Confidencial
“A corrida se ganha no atar os cavalos”

Nunca esta frase tem tanto sentido quanto no período eleitoral. É na composição das duplas e partidos de apoios que se têm a perspectiva da vitória. Em Irati, com sete candidatos, traz uma máxima na política que quando o bolo é dividido demais quem tem o maior quinhão pode ter a vantagem. Os estudiosos dizem que quem tem a máquina, ou seja, a Prefeitura tem vantagem quando os candidatos são muitos. Diferente de quando é polarizado, apenas dois candidatos. O voto que um candidato perde vai diretamente para o outro. Outro cenário que marca as eleições este ano é que em Irati, alguns partidos não conseguiram coligar como é o caso de PSL que saiu de chapa pura e o PDT. Ambos apostaram na solução caseira.

Entendam Irati

A prefeitura, em Irati, são sete candidatos. Jorge (PSDB) faz uma aposta na advogada e Ieda (PV), escolha pessoal disse. Portanto, pretende dar mais espaço para Ieda na administração com foco à saúde, emprego e social. Ela já foi vereadora e candidata a prefeita. Tem trabalho relevante no setor social, mas não vem como figurante. Por ser prefeito, é uma tendência que a crítica de todos os candidatos seja ao prefeito. Isso não apenas em Irati, mas os prefeitos são alvos fáceis nas eleições. Em Irati, Derbli terá seis candidatos batendo diretamente ou não. Então, não se assustem com o clima.

Na oposição

Formando a chapa dos adversários temos seis candidatos. Na ponta Emiliano Gomes (PSD) e Felipe Lucas (Cidadania) reúnem o antigo com o novo e prometem soluções inovadoras. Pelo estilo da convenção, tem um perfil de campanha mais amena, sem entrar em divididas. Felipe é suplente de Deputado pelo seu partido um dos motivos que ocuparia a vice. Ele pode assumir a vaga de deputado se houver arranjo com o governo. Os dois dizem representar o Governo Ratinho.

Josué e o Leite

Pelo MDB vem Josué com Caetano do Leite (PTC). Aí pode vir a crítica. Advogado criminalista Josué é teatral e pode extrair o melhor e o pior das pessoas. Ainda como no Júri, sabe calibrar a batida. Este deve atuar como franco atirador, com discurso mais ácido e ter como alvos os três candidatos de direita e centro, mas sem deixar de apresentar propostas.

PSL vai de pura

Ico Ruva tem uma ala situada na direita. Também saiu de chapa pura. Tentou alguns acordos, mas infrutíferos, inclusive, com o próprio MDB e com Emiliano e Felipe. A decisão de sair sozinho seria, segundo falou em discurso, a posição de não perder o time e de apresentar uma proposta nova. Mas vamos ver como o pessoal vai de propostas. E puro o time é menor pra fazer campanha e levar o nome do candidato.

E vamos Avante...

Antes de entrar na esquerda temos o Avante que lança Marcos Antônio Gonçalves que fez apenas 111 votos na última eleição a prefeito que disputou. Marcos pode ter apenas o papel da crítica pela crítica, pois seus votos na última eleição mostram seu potencial.

PDT também não compôs

Pela esquerda temos o PDT que lança Rafaela Ferencz e Alceu Hreciuk. Rafaela é indicada por Odilon Burgath que declinou da candidatura. Buscou para vice Alceu Hreciuk, morador do Pirapó e fragiliza a chapa de vereadores, uma vez que, Alceu teria uma previsão de boa votação ajudando na legenda. O discurso do PDT deve vir na batida dos partidos que são apoiados, tanto por Bolsonaro, leia-se PSL, quanto Ratinho Junior e o PSDB.

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Até a primeira desistência teremos um número expressivo de candidatos na região. Pena que muitos sem a mínima condição.

Esquerda sempre

Na mesma linha e na condição de manter viva a esquerda após uma guerra interna incansável, o PT conseguiu indicar a vice do PCdoB. O professor João Dreminski do IFPR terá como vice a secretária de Cultura do Odilon Burgath, Claudete Basen. João é letrado, mas com pouca estrutura e time diminuto devem se agarrar no discurso lulista. Lembrando que podem usar a mesma estratégia de Odilon.

Emblemática 

Em Inácio Martins, teremos uma das campanhas mais emblemáticas. O Padre contra o prefeito. Junior Benato (PSD) e Klevinho Perússulo (DEM) enfrentaram o Padre Marcos (PSB) que já tinha plateia toda semana nas homilias das missas que rezada, teve o reforço do simplicíssimo, Lauri Setrinski, que foi cassado por irregularidades na prestação de contas eleitorais. Lá, todo voto que um perde o outro ganha. Por isso, todos os detalhes são importantes e o peso do pessoal do Bakri pode ser definitivo na eleição. Segundo comentários, eles ajustaram o apoio a Benato mesmo sem estar coligados. Lançaram uma chapa de vereadores para se manter em campo.

Bertoldo terá peso 

Em Imbituva, o DEM lançou Geraldo Rocha, atual vice de Bertoldo, e como vice a vereadora Preta (PSD) que também ocupou a Secretaria de Educação. Lá, a decisão da vice foi no voto. O prefeito Bertoldo abriu para a democracia preponderasse e a vereadora Preta foi a escolhida, tendo Betinho em segundo. O prefeito Bertoldo fez silêncio durante todo o período pré-eleitoral e abriu apoio incondicional durante a convenção. De oposição a atual administração, vem Celso Kubaski (Cidadania) que teve como vice o vereador Zaqueu (PODEMOS). Eles têm apoio de dois antagônicos na política pontagrossense, Sandro Alex e Aliel Machado. E Vinicius Pontarolo (PSDB) será candidato tendo como vice o trovador e ex-vereador Beraldinho (PTB). Eles têm o apoio do ex-prefeito, Zezo Pontarolo, do qual dispensa comentários. Ainda completam o time: Moraes (PP) e Pedrinho Sloboda. O prefeito Bertoldo vem bem aprovado e sua participação na campanha será decisiva. Ainda mais que não querer deixar seu legado para os Pontarolos administrar.

Em Rio Azul, é no mano a mano 

Apenas dois candidatos disputarão o pleito em Rio Azul. Rodrigo Solda (PSL) é o candidato a reeleição que trará o mesmo vice Renato Hrinczuk. Do outro lado, ele enfrenta dois vereadores, Leandro Jazinski (PSD) e Jair Boni (PSB), fazem a dobrada. A saída dos dois vereadores do legislativo para disputar a Prefeitura abre espaço para novos nomes ocuparem o legislativo.

Primeiro Cadeirante 

Mesmo com três candidatos, em Rebouças, terá uma das eleições mais diferentes ou inclusas no “politicamente correto”. Zak, que já foi PT e atualmente esta conveniente no PSD, terá como adversário Fabio Seidel dos Santos (PSC). Fabio, que é tetraplégico, é psicólogo, especialista em neuropsicologia e mestre e doutor em Ciências Biológicas, que vem apoiado pelo deputado federal Paulo Martins. Mostra que suas limitações não limitaram sua intelectualidade. Ainda, um terceiro candidato pelo MDB Chico Buhrer está tentando deixar a candidatura mais barulhenta. Em Rebouças, é voto a voto sem grandes diferenças. Resta saber o que será dos votos da esquerda. Irão com o Zak agora que ele é centro-direita?

Em Guamiranga está travado

Até o fechamento desta nota, não há registro de outras candidaturas em Guamiranga. Ângelo Machado que está levando como vice o novato na política Vilmar Cirvinski, ambos do DEM. O PSL está indo de chapa pura lançando Marcos Chiaradia e Marcelo Leire. Estas duas chapas estavam registradas até o fechamento desta coluna. Mas sabemos que o PSDB está lançando o nome de Marcos Nass, e João Francisco Pontarolo (PSC) como vice, foi confirmado em convenção, mas aguarda-se o registro da ata e da candidatura o que soa estranho. Ainda se comenta da candidatura de Vital que também não está registrada no TRE. A novidade desta eleição é o fato que a família Fenquer, de tradição e respeito no quadro eleitoral ficou de fora do pleito. Um cenário totalmente novo para a cidade.

Fernandes e Teixeira terão 3 candidatos

Repentinamente, os municípios de Fernandes Pinheiros e Teixeira Soares que teriam apenas dois candidatos cada, tiveram de última hora mais um candidato em cada cidade. Em Fernandes, quem resolveu de última hora foi o PSL que bateu o pé e não coligou com o MDB e lançou chapa pura com candidatos de pouca expressão. Vilson Pacheco e Clevinho serão a representatividade do PSL. Já o MDB lançou Rosene Pabis com a vereadora Queila Lovato de Vice, ambos vereadores do MDB que deixam a Câmara para assumir a disputa do executivo. O maior embate seria entre Cleonice e Rosene, até porque partiram de um mesmo grupo político. O lançamento do PSL faz a campanha mais fácil para Cleonice Chuck.

Em Teixeira Soares, após realizadas as convenções do prefeito Lula (PSD) e também do ex-prefeito Ivanor (PP), comentários dizem que outro candidato misterioso sairia. Seria fulano de tal pelo PSOL morador dos assentamentos. Mas esta candidatura ainda não consta no TRE

Prud Terá quatro

E divo Batista (PSOL) mais uma vez saiu candidato a prefeito de Prudentópolis. Mas para enfrentar o vice-prefeito Osnei Stadler que é candidato a prefeito, Irajane (PSL) está levando Osmar Pereira (PTB). Osnei aposta em Evaldo Hoffman Junior (PSDB), usando os mesmos critérios do prefeito Adelmo quando lhe escolheu de vice e o apoio de Adelmo. Ainda Rodrigo Kowalski (PRTB) e Lucimari Chomem de chapa pura fecham os inscritos em Prudentópolis.

E Mallet vai pegar fogo

Não tivesse muitos candidatos não seria Mallet. O cenário ficou favorável ao prefeito numa disputa com seis candidatos. Rogério Almeida terá que “acelerar o petiço” para vencer as eleições contra a máquina pública. Enquanto Rogério buscou união com um político contrário, Ari Miranda (Podemos) o prefeito Moacir trouxe o presidente da Câmara como vice. Fabio Noranha do MDB saiu de chapa pura trazendo Stembrino de vice. Também o vereador Orlando optou por não negociar e deixou o PV de pura também trazendo o vereador Ataíde de vice. Para não errar o PRTB lançou dois Claudios. Um a prefeito, o Kaminski e outro a vice, o Wisniewski. E pra finalizar, o Solidariedade lançou Dionimar como candidato a prefeito e Daniel Hoinacki, outro eterno candidato como vice. De Longe, Mallet foi a cidade da nossa região que teve o maior número de chapas puras. Cinco das seis que disputam o pleito. Apenas Rogério coligou. Mostra que os políticos de Mallet, ou são muito pretenciosos ou articulam muito mau.