Bairros de Irati
Colina Nossa Senhora das Graças

“Um relato do Padre Rui Pereira aponta Jorge Garzuze como um dos principais idealizadores dos eventos do cinquentenário. Ele encabeçava a ideia de marcar esta passagem com algo realmente ressaltante. Segundo Pedro Filus, durante uma conversa no Colégio São Vicente, Padre Rui olhava na direção norte da cidade quando exclamou: Que tal construir uma estátua lá no morro? A ideia foi apresentada no café das 10 horas, na sala dos professores. ” (Livro: Irati 100 anos de Audrey Farah, Chico Guil e Silvio Philippi – pag. 103).

A denominação atual do bairro se deu pela instalação dessa imagem. A segunda maior estátua de Nossa Senhora das Graças do mundo.

Os terrenos ali, e no entorno, pertenciam a: João Marochi, Luiz Luitz, família Buzzo, família Delong, família Filus e família Chasko.

Para chegar ao morro, e sair para Guarapuava, o único caminho era pela atual rua Professora Maria Ferrari, a rua do Samuara Clube de Campo.

Helton Ênio Filus, morador do bairro há 67 anos, conta que em 1966 foi aberta a Avenida Ladislau Greczinski. Quando dessa abertura foram edificadas novas moradias de: Bráulio Zarpellon, Olívio Rigoni, Jango Marochi, José Kubaski, dentre outros.

Helton conta, ainda, que até 1963 não existia o contorno da BR-277, que se inicia na Serra da Cachoeira, passa pela Vila Nova e chega ao Nhapindazal. Os terrenos para esse trecho da rodovia foram doados pelas famílias: Chiczta, e Filus. Em 1974 o trecho recebeu pavimentação asfáltica, executada pela empresa Barbosa Mello. Na época, o prefeito da cidade era o Dr. Fornazari.

No bairro, existe uma linda cachoeira: a Cachoeira dos Filus. Localizada no terreno que pertencia a Martin Filus, pai do senhor Pedro Filus. Aliás, esse senhor foi vereador de Irati por quatro gestões. A comunidade, ainda, elegeu a professora Zuleika Filus Onesko, também moradora do bairro. Pedro Filus possui um posto de combustíveis na Avenida Ladislau Greczinski, depois de propriedade de Elias Mansur, e hoje desativado.

Onde foi instalada, por um determinado período, a fábrica de papel Dalpel, existia o moinho dos Delong, também moradores da localidade.

No local onde está instalada a estátua de Nossa Senhora das Graças, além dos milagres, há vários fatos a serem contados. “Certa feita, o senhor Teodoro Francoski estacionou seu veículo tipo Ford pé-de-bode na ladeira ao lado do morro e foi rezar, quando na volta viu o veículo quase dentro do Rio das Antas, pois seu filho entrou no carro e desembreou-o. Nada aconteceu à criança. Mais um milagre da Santa” (Helton Filus).

Na administração Toti Colaço a Rua Padre Pires recebeu pavimentação asfáltica. Posteriormente, quando Alfredo Van Der Neut foi prefeito, as ruas do entorno receberam pavimentação poliédrica, a escadaria foi executada e feitos os muros de arrimo, criando platôs mais aprazíveis no local.

Havia também uma estrada, na parte baixa do morro, que passava pelo terreno do Dalegrave, do Marochi e chegava próximo a antiga fábrica de beneficiamento de erva mate dos Dziecinny.

Algumas ruas do bairro foram denominadas por nome de pessoas que viveram na cidade de Irati, tais como: rua Padre Pires, Ladislau Filus, Ladislau Obrzut, Ladislau Grechinski, Irmã Michelina.

Os bairros vizinhos são: centro, Vila Nova, Loteamento Dalegrave, Pedreira, Canisianas.

Salve a história de nossa cidade!