Esposa e amante são presos em Irati suspeitos de planejar e matar homem no Pirapó

Nas investigações da polícia, foi esclarecido que se tratava de homicídio qualificado. Crime acometeu no dia 07 de maio

Policia Civil de Irati 

Após intensas diligências no decorrer da semana, o crime que aconteceu no sábado (07), na Serra do Pirapó, em que um homem foi morto por arma de fogo, foi esclarecido como homicídio qualificado praticado pela esposa da vítima e o amante. Os dois foram presos na sexta-feira (13).

Segundo as investigações da Polícia Civil, o caso era tratado como latrocínio (roubo seguido de morte) e tomou outro rumo indicando para a ocorrência de homicídio qualificado motivado pela paixão.

Num primeiro momento, a esposa da vítima (tratada como vítima também) relatou que dois homens teriam abordado o casal e, para a subtração dos pertences, um dos deles teria efetuado disparos de arma de fogo, matando o homem e roubando apenas os pertences da esposa da vítima.

Com as investigações, elucidou-se que toda a ação e participação da esposa da vítima foi teatral, visto que a intenção dela e seu amante seria matar a vítima, que foi atingida por diversos disparos de arma de fogo, principalmente na cabeça.

Toda a emboscada que culminou para a morte da vítima foi arquitetada pela esposa e seu amante que, tentando encobrir a empreitada criminosa, planejaram a morte da vítima como latrocínio.

O autor do crime, após intensas diligências, se apresentou em delegacia nesta semana e foi preso em flagrante por outro crime. Logo após, novas investigações foram realizadas e foi possível obter provas de que a morte também havia sido planejada pela esposa da vítima.

Com as informações recebidas do setor de investigação, a Autoridade Policial fez o pedido de prisão da esposa da vítima e do amante. O Poder Judiciário aceitou o pedido após parecer do Ministério Público, culminando pela prisão da esposa da vítima ainda na noite de sexta-feira(13).

Com a prisão de ambos, as investigações passam para a fase final de conclusão e indiciamento dos presos, que deve ocorrer em até 10 dias.

As penas dos crimes que os presos poderão responder chegam a 30 anos de reclusão.