Prefeitura de Irati entrega Casa de Apoio à Mulher Vítima de Violência

O espaço passou por reformas para aumentar a qualidade no atendimento as vítimas

Karina Ludvichak, com reportagem de Jaqueline Lopes

Nesta terça-feira (2), foi entregue a reforma da Unidade de Acolhimento à Mulher em Situação de Violência de Irati. A cerimônia aconteceu no Centro da Juventude. A casa já existia, mas foi reinaugurada, pois passou por reformas. O espaço faz parte das políticas públicas de prevenção a violência contra a mulher e contra a família, e pertence a Secretaria Municipal de Assistência Social. Um investimento de mais de R$ 400 mil.
A casa foi modernizada, e as reformas incluem mais quartos, banheiros adaptados, cozinha, espaço para a realização de roda de conversas coletivas e uma sala de convivência, além disso, todos os ambientes possuem acessibilidade. Ainda, existe uma equipe responsável pelo ambiente, que presta todo o atendimento necessário para acolher as vítimas da melhor forma possível.
Não apenas a mulher vítima de violência é acolhida neste espaço, a família também recebe apoio e acolhimento. Segundo a vice-prefeita de Irati, Ieda Waydzik, a reforma no local aumenta a qualidade do atendimento, traz mais comodidade e segurança para as mulheres que procuram ajuda e não tem para onde ir.
Ieda parabenizou a equipe de Assistência Social que está à frente do projeto, e comenta que os profissionais estão realizando um excelente trabalho, de forma eficiente. Ela comenta, ainda, sobre o quão importante é um local como este para o município. “É com alegria que nós estamos entregando este espaço, não com alegria pela violência, mas com alegria de ter mais qualidade nesse acolhimento, para todas as mulheres que, por ventura, se encontram neste momento tão difícil da vida”, esclarece a vice-prefeita.
O representante da Secretaria de Assistência Social,Denis Cezar Musial, diz que o espaço é de muita importância, e proporciona as vítimas a oportunidade de refletir e decidir com tranquilidade e clareza as decisões que serão tomadas após ela sair do local de acolhimento. “Compreendemos o quanto é difícil e complexo este assunto, porém esse investimento em si, traz a garantia de que esta mulher não está sozinha, e que ela pode procurar os equipamentos da assistência social como o CRAS, e o CREAS”, comenta.
Vera Gabardo, vereadora e Procurado da Mulher na Câmara Municipal, fala sobre a necessidade do espaço, que até alguns anos não existia, e as vítimas não tinham para onde ir. “É uma conquista muito grande, não apenas para as mulheres, mas também para as famílias, pois muitas vezes os filhos estão juntos, percebendo e vendo tudo o que acontece dentro de casa”, diz.
A vereadora destaca que apesar dos programas criados para atender as vítimas de violência doméstica, o índice de crimes contra a mulher cresceu nos últimos anos na cidade de Irati. “Ficou melhor o atendimento, mas os crimes não deixaram de acontecer. De janeiro até agosto, foram registrados 130 boletins de ocorrência (de violência contra a mulher) no município”, observa a procuradora.
O CREAS e o CRAS são centros de referência que podem encaminhar as mulheres ao centro de acolhimento, e são a porta de entrada no território mais próximo. As mulheres podem ficar por seis meses na casa, e segundo Ieda, a média de mulheres acolhidas é de três a quatro por mês.