Vereador é condenado a mais de 17 anos de prisão em Prudentópolis

O vereador ‘tucano’ Adão Kostecki Primo sentou no banco dos réus em julgamento que durou cerca de 13 horas em Prudentópolis

Após cerca de 13 horas de julgamento, o Conselho de Sentença condenou o vereador Adão Kostecki Primo (PSDB) a 17 anos e 23 dias de prisão em regime fechado. Ele saiu do Tribunal do Júri direto para a prisão.

De acordo com a pauta de julgamentos, a sessão do Tribunal do Júri no Fórum de Prudentópolis começou por volta das 9h dessa quarta (24) e só acabou perto das 23h. No banco dos réus estava o vereador. Pesou sobre ele, duas denúncias.

A primeira pelo assassinato de Vicente Cravelin. A outra pela tentativa de matar Márcio Candido. Conforme a denúncia, os  dois crimes ocorreram no dia 22 de novembro de 2009, na localidade de Jaciaba, no interior do município. Com essa nova situação, a Mesa Diretora do Legislativo Municipal, está reunida na manhã desta quinta para deliberar sobre os rumos políticos do vereador preso.

Câmara irá suspender o subsídio do vereador 

 

Em nota, a Câmara de Vereadores informou que irá suspender o subsídio do vereador e irá analisar a demais consequências na esfera política, já que o vereador está impedido de exercer o mandato. Veja uma parte da nota. 
“Diante dos fatos, os Vereadores reunidos juntamente com a Mesa Diretora desta Câmara, para análise dos fatos, e de suas possíveis consequências na esfera político-administativa, e a qual envolve também o Poder Legislativo Municipal. 
Atendendo a orientação oriunda do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, em julgamento de consulta, a qual recebeu caráter normativo, a qual impõe a suspensão do pagamento de subsídios a vereadores presos, que por consequência estão impedidos de exercer seus mandatos.
Nesse sentido, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Prudentópolis iniciou com os procedimentos para formalização dos atos necessários à suspensão do pagamento do subsídio do citado Vereador. 
 Em relação às demais consequências, o Poder Legislativo Municipal aguardará os próximos atos processuais, nos quais ainda cabem recursos da parte envolvida, para então avaliar os efeitos da condenação e da própria prisão, e analisar tecnicamente sua possível adequação às previsões regimentais e legais”.