INSS confirma uso de selfie para manter benefício dos segurados

Desde março, as provas de vida estão suspensas pelo INSS, devido à pandemia

Foto: Correio de Minas

A partir de agosto, o INSS deve começar nova etapa de testes para que os aposentados e pensionistas que recebem o benefício possam fazer a prova de vida anual sem que seja necessário comparecer a uma agência física.

Para isso, será aproveitada a tecnologia de reconhecimento facial. O beneficiário terá que fazer uma selfie, ou autorretrato, com o telefone celular e submeter a foto a uma verificação em programa de computador.

Em agosto de 2019, o INSS já havia afirmado que testaria a biometria. O estudo das características únicas de uma pessoa seriam utilizados em vez da prova de vida tradicional. Agora, de acordo com o órgão, o projeto-piloto será testado com 550 mil beneficiários. Mais detalhes sobre o projeto ainda não foram divulgados.

Entre as formas de obter o reconhecimento dos beneficiários, há a comparação com imagens cadastradas no banco de dados do governo. Outra alternativa pode ser solicitar que o cidadão vá uma vez a uma agência bancária ou órgão público para registrar sua imagem. Mas todo o procedimento pode ser feito à distância.

Desde março, as provas de vida estão suspensas pelo INSS, por causa da pandemia do novo coronavírus. Enquanto o INSS não exigir o recadastramento, os beneficiários têm suas aposentadorias e pensões garantidas e sem risco de suspensão.

O Senado Federal, por meio da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), já se prepara para votar sobre a Sugestão (SUG) 11/2020, que pretende criar o 14° salário para os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A ideia da Casa Legislativa veio por conta do adiantamento do 13º que ocorreu em consequência do coronavírus.

A implementação do 14º salário emergencial, além de socorrer aos aposentados, os que estão em grupo de risco, também pode servir como uma injeção de recursos na economia, movimentando o comércio no mês de janeiro de 2021.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em 2018, foi comprovado que 43% dos brasileiros com mais de 60 anos são arrimos de família, percentual que sobe para 53% no caso dos homens.

Dessa forma, toda renda extra liberada é vital para sobrevivência desse gripo da população. Assim, ciente da dificuldade pela qual grande parte desses beneficiários irá passar pós pandemia, a proposta foi adotada a fim de criar um 14º salário em favor dos segurados e beneficiários do INSS.