Região registra 11 casos confirmados de coronavírus

Imbituva, Inácio Martins, Mallet e Rebouças são os municípios que possuem pacientes positivos

Até esta quinta-feira (14), a 4ª Regional de Saúde registrava, no boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), 10 casos confirmados de coronavírus, e seis deles são transmissão comunitária, ou seja, a pessoa adquiriu a doença dentro do município.

As cidades que registram a doença são: Imbituva (6); Mallet (2); Inácio Martins (1); e Rebouças (1). O primeiro caso confirmado da Covid-19 em Mallet e o caso de Inácio Martins já são considerados como recuperados, de acordo com o boletim.

Nesta semana teve a confirmação dos primeiros casos em Rebouças e Imbituva, sendo um jovem, de 27 anos, que apresentou sintomas de forma leve, ele segue em isolamento e se recupera bem, segundo a secretária de Saúde do município. Já o paciente de Imbituva é um homem, de 59 anos, que também está bem, em isolamento. Até então, com estes dois casos, não havia transmissão dentro das cidades, pois os pacientes estiveram em viagem recente.

Porém, a paciente de Mallet, que teve a confirmação da doença na quarta-feira (13), uma mulher de 40 anos, teve contato direto com o primeiro paciente que testou positivo, ele tinha viajado, recentemente, a Minas Gerais, mas ela não chegou a sair do município. Ela está em isolamento domiciliar e passa bem.

Já em Imbituva, os cinco casos confirmados, também na quarta-feira (13), têm relação com o primeiro paciente, sendo um homem de 45 anos, que teve sintomas mais acentuados, mas já está se recuperando e não precisou ficar internado. Uma mulher de 42 anos, que também está melhorando, um homem de 27 anos que teve sintomas leves, uma mulher de 25 anos, que também teve sintomas leves e uma criança de quatro anos. Todos estão em isolamento domiciliar e se recuperam bem, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde do município.

A secretária de Saúde de Rebouças, Tânia Selhorst, destaca a importância de se prevenir, principalmente, com o primeiro caso confirmado. “Desde o início da pandemia nós temos trabalhado para que não chegasse, ou que retardesse, porque esperávamos encontrar a medicação ou vacina, mas ainda não aconteceu. Já chegou e nós estamos enfrentando isso, vamos continuar, e acredito que vai correr tudo bem se a população nos ajudar. A nossa parte nós estamos fazendo, agora, é preciso se cuidar mais. Se a população não nos ajudar, nós, como saúde, não conseguimos dar conta de 15 mil pessoas na rua”. No município ainda não há mudanças nos decretos, porém, se houver muitos casos positivos poderá haver alterações novamente.

Assita ao comentário da Secretária de Rebouças: 

O chefe da 4ª Regional de Saúde, Walter Trevisan, ressalta a importância de todos que atuam neste período de pandemia e dos cuidados que se deve ter. “É necessário ter o cuidado de preservar o nome do paciente, não expor. Nós, profissionais, pedimos muito cuidado nesse sentido”, disse. Ele também agradece ao apoio de todos os profissionais de saúde. “Cumprimento todas as equipes de epidemiologia, de vigilância e saúde dos municípios que estão fazendo o seu trabalho, tomando cuidado nessas investigações. Eles estão 24h no ar, quando são chamadas vão aos hospitais fazem a coleta, são pessoas que estão voltadas para este trabalho. Imagine como está o estresse deste pessoal em relação a esta situação, é um trabalho em conjunto, com imprensa, saúde e população. Quero deixar claro que também estamos neste regime, e pedimos muito que todos tenham compreensão neste momento. Graças a Deus nós estamos conduzindo muito bem a nossa região”, completa.

TRANSMISSÃO COMUNITÁRIA

Transmissão comunitária acontece quando não é mais possível localizar a origem da infecção, indicando que o vírus está circulando entre os indivíduos que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior ou em outras cidades do país.

MAIOR PREVENÇÃO

Diante dos casos confirmados, as autoridades dizem que ainda não é o momento que alarme ou que seja necessário fechar tudo, porém é preciso manter os cuidados de prevenção ainda maior. “Nós não tivemos casos graves na região, mas a gente sabe que o vírus está circulando, temos o percentual de pessoas que não apresentam sintomas, ou que apresentam sintomas leves, então os cuidados têm que continuar, um dos primordiais é a questão da lavagem das mãos ou uso do álcool gel”, disse a chefe da sessão de vigilância epidemiológica, Cleusimara Tumacz.

Ela ainda comenta que o inverno é a estação que aumenta o número infecções respiratória, por isso, os cuidados devem ser redobrados. “As pessoas que tem síndrome gripal, todas elas, precisam ficar 14 dias em isolamento domiciliar, tanto o paciente quanto os seus contatos, essa orientação é feita pelos profissionais da área de saúde, mas para aquelas que não procuram, mas estão com sintomas gripas é importante eu cumpram esse isolamento, porque são suspeitos, mesmo não tendo feito o teste”, disse. Cleusimara ainda destaca que o isolamento não é só não ir ao trabalho, mas também evitar contato com outras pessoas, e evitar aglomerações.

REALIZAÇÃO DOS TESTES

Na região, o monitoramento dos pacientes que apresentam sintomas gripais é feito na totalidade em todos os municípios. As equipes acompanham se existe evolução dos sintomas ou não. A coleta do material para análise é feita quando a pessoa apresenta os sintomas respiratórios graves, ou que estão hospitalizados, grávidas e pessoas que tiveram contato com alguém infectado. O resultado sai de dois a três dias.

Assista ao depoimento do chefe da 4ª Regional de Saúde: