Cientistas paranaenses da Universidade Federal do Paraná (UFPR) criam repelente que “engana” mosquito da dengue.

Repelente usa tática evolutiva do próprio inseto para evitar que a fêmea da espécie detecte suas vítimas.

Segundo informações do site DiárioOnLine, com a pandemia do coronavírus, algumas doenças foram deixadas de lado. Mas isso não significa que elas tenham deixado de existir.

A dengue, por exemplo, é uma das doenças que registrou vários casos no Brasil em 2020. A boa notícia é que pesquisadores do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná, a UFPR, descobriram uma forma de “despistar” o mosquito Aedes aegypti, causador não só da dengue, como também da zika e da chikungunya.

A pesquisa usou um mecanismo baseado na evolução do próprio animal, que fez da fêmea uma perita em detectar sangue. O estudo conseguiu impedir que ela encontre “pistas químicas” que a guiam até seus hospedeiros através de receptores nas antenas e nos palpos (que são como os lábios do inseto).

Na pesquisa, os cientistas da UFPR desenvolveram uma molécula que bloqueia temporariamente os receptores do inseto e o impede de seguir as pistas químicas. Essa molécula se mostrou bem eficiente em repelentes corporais e os testes laboratoriais verificaram que o repelente funciona bem por cerca de dez horas!

Agora, a substância está em processo de patente e sendo aperfeiçoada. Quem sabe logo podemos ter um repelente potente contra o Aedes aegypti desenvolvido por cientistas do nosso estado!