2ª edição da Central Cultural apresenta maior público e diversidade

Nesta edição também foi agregada uma nova causa: a batalha contra o feminicídio

Assessoria

A segunda edição do evento Central Cultural aconteceu na tarde do último sábado (02). Trata-se de uma celebração festiva organizada coletivamente pela comunidade artística de Irati, e que tem como objetivo dar visibilidade à riqueza e a pluralidade da arte e da cultura do município, com vistas a demonstrar a importância da continuidade da obra do Centro Cultural Denise Stoklos – razão pela qual a festividade acontece, desde sua primeira edição, nas proximidades deste local.

Em relação à celebração anterior, realizada em dezembro de 2021, o novo evento demonstrou que o interesse da comunidade vem aumentando. “Ficamos muito satisfeitos em ver que, nesta edição, houve uma diversidade muito grande de pessoas não só nas apresentações, mas também entre o público. A participação do jovem, que desta vez compareceu em peso, é essencial, pois estamos trabalhando hoje com o objetivo de que as futuras gerações possam ocupar este Centro Cultural e usufruir deste espaço concluído”, afirma o jornalista Leo Barroso, presidente do Conselho Municipal de Cultura (CMC) de Irati – Paraná e uma das pessoas envolvidas na organização da Central Cultural.

Estiveram presentes como autoridades: o presidente da Câmara Municipal de Irati, vereador Hélio de Mello; o presidente da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro-Sul do Paraná (ALACS), Herculano Batista Neto; o representante do Paranacidade – uma das instituições envolvidas no início da obra – Rafael Felipe Lucas, o presidente do Rotary Club de Irati, Laércio Pereira de Oliveira; a presidente da Associação Cultural Denise Stoklos, Luiza Nelma Fillus; o representante do deputado estadual Tadeu Veneri, Gelson de Paula; o professor Edson Santos Silva, da Unicentro; e o ex-prefeito Sérgio Luiz Stoklos, irmão de Denise Stoklos.

Além das apresentações no palco, exposições concomitantes, falas das autoridades e demonstrações de arte em diferentes vertentes sendo desenvolvidas ao vivo, nesta edição também foi agregada uma nova causa: a batalha contra o feminicídio. Um dos atos desenvolvidos foi a pintura com formato de palmas das mãos com tinta vermelha nas paredes da obra. A presidente da Associação Iratiense de Artesãos (AIA), Milene Aparecida Padilha Galvão, que também está envolvida na organização da Central Cultural, comenta o fato. “Irati está entre os 15 municípios mais violentos do Paraná, fato que levou à aprovação e implantação do Botão do Pânico na cidade. Mas isso não é um motivo para nos orgulharmos. É motivo de sobra para percebermos o quanto nossa cidade precisa evoluir no respeito às mulheres, que, no mês de março, por duas vezes tiveram suas vidas atacadas – uma no dia 08, numa tentativa de feminicídio, e outra no dia 30, um feminicídio de fato, na área central, em plena luz do dia”, relembrou Milene. “Precisamos lutar e pedir garantias mais efetivas às leis já existentes, e que as medidas paliativas funcionem. Precisamos também agregar os homens, meninos e demais cidadãos a esta luta, que é sim de todos nós”, concluiu.