Grupo Folclórico Dunay leva o nome de Rio Azul para outros estados do Brasil

Com apresentações em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os dançarinos transmitem a cultura e tradição dos imigrantes vindos da Ucrânia

Amanda Borges, com reportagem de Jaqueline Lopes

Desde sua fundação, em 1985, o Grupo Folclórico Dunay tem o objetivo de manter e espalhar as tradições ucranianas por meio da dança. Nascido em Rio Azul, os integrantes do grupo já levaram o nome da cidade em festivais do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Dunay surgiu após a iniciativa de oito jovens de Rio Azul, conforme conta um dos fundadores do grupo, Romualdo Sumarcz. Contudo, nenhum deles tinha algum conhecimento sobre as coreografias ucranianas. Por isso, três pares do grupo se deslocaram até União da Vitória, local onde teriam aulas com um outro grupo folclórico mais bem estruturado do que o que vinha surgindo.

“Fomos em seis pessoas dentro de uma brasília e ficamos lá o dia todo para conseguir pegar duas danças. Depois disso, nós voltamos para Rio Azul, juntamos o pessoal que tinha boa vontade e começamos a passar para eles essas danças”, explica Sumarcz.

O grupo já se apresentou em todos os estados do Sul do país | Foto: Reprodução Facebook Dunay

Além disso, alguns anos depois, uma intercambista do Canadá, com descendência ucraniana, sabia algumas danças e também ensinou aos integrantes as coreografias. “Durante uma semana, todas as tardes, às 18h, a gente largava o serviço da lavoura e íamos ensaiar. Todos eram agricultores, tinham colegas nossos que vinham   12 km a pé para poder ensaiar”. Toda essa trajetória encaminhou o grupo para a sua primeira apresentação, que só veio ocorrer quatro anos após sua fundação, em 1989.

Hoje em dia, o grupo conta com 30 integrantes, entre eles adultos e crianças. O presidente atual, Adriano Hetchko, não é Rio Azulense de nascimento, mas adotou a cidade como sua casa desde 2014. Adriano pratica as danças ucranianas desde pequeno, em Curitiba, e sua história no Dunay iniciou após um convite para ensinar os participantes do grupo a tocar bandura, um instrumento de corda tipicamente ucraniano. Depois, já começou a ensaiar os integrantes.

“Para a gente é muito gratificante até porque faz parte do município, Rio Azul tem uma grande comunidade ucraniana. Então ser convidado, estar lá se apresentando é como levar um pedacinho da cidade”, finaliza Adriano.