Núcleo Regional de Educação cria projeto para aproximar alunos durante o ensino a distância

Existe uma previsão de retorno às aulas presenciais para o mês de agosto, mas será necessário um preparo psicológico, porém tudo depende do comportamento do vírus

Devido a pandemia da Covid-19 as aulas estão acontecendo a distância, as escolas do Paraná estão passando os conteúdos por meio do aplicativo Aula Paraná, do Classroom e também com material impresso. A equipe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Irati se deparou com a falta de interação entre os alunos, o fato de eles não estarem se sentindo importantes no ensino a distância, a partir daí, surgiu o projeto Arteiros Paraná composto de cinco alunos, que interagem por meio das redes sociais, com intuito de trazer diálogo entre os alunos, dicas de estudo, paródias, memes, Tik Tok e outras ideias que possam surgir.

Edna Luiza de Souza, que auxilia na equipe pedagógica do Núcleo, conta como está sendo as aulas a distância e os maiores desafios. “Na Educação nós temos desafios sempre, assim como nas aulas presenciais, agora mais ainda. O maior desafio é a aproximação, de que maneira se aproximar dos alunos, dos professores e toda a comunidade escolar, para isso estamos fazendo reuniões virtuais todos os dias, para poder entrar na escola de alguma forma e saber da dificuldade de cada uma. Mas vimos que faltava dar voz aos alunos. Para isso pensamos no jovem falando com outros jovens, para que eles se entendam entre eles”.

Atualmente, as redes sociais estão sendo usadas fortemente na Educação, a principal forma de interação entre os alunos está sendo, mais do que nunca, pela internet. O grupo Arteiros Paraná é formado por alunos que já se destacavam e produziam um material de incentivo nas redes sociais, as pedagogas das escolas os indicaram, sendo dois da Escola Nossa Senhora das Graças e três do Colégio Antônio Xavier da Silveira.

A técnica pedagógica da CRTE, Késsia de Fatima Zubreski, explica que a equipe do Núcleo está levando o projeto até as escolas, para que cada uma adote esta proposta que nasceu no Núcleo, mas que pode expandir para todos que se interessarem. “Nesta semana, algumas escolas já se engajaram no projeto, em Teixeira Soares, Guamiranga, em uma escola do campo de Prudentópolis, e assim, mais escolas podem adotar a ideia”, afirma Késsia.

Ela conta que os Arteiros são extremamente sonhadores, eles almejam que as ideias e propostas cheguem o mais longe possível, o projeto tem uma semana apenas, já está bem divulgado e procurado. Inclusive, o secretário de Educação, Renato Feder, já seguiu a página no Instagram e fez até uma menção a uma das postagens deles.

O chefe do NRE, Marcelo Fabricio Chociai Komar, explicou a respeito da importância de dar valor aos alunos, inclusive durante o ensino a distância. “Os alunos são e sempre serão os protagonistas da Educação, o papel principal é deles, por isso, temos este projeto apoiado pela CRTE, pela chefia, pela equipe de ensino e que está ganhando apoio no cenário estadual”, disse Marcelo.

Ele ressalta também que é possível perceber o trabalho coletivo dos professores, a participação dos pais, e tudo isso é fundamental para o andamento do ensino. “Nosso foco é servir aos nossos alunos que precisam de conhecimento, cultura, ensino e aprendizagem. Além disso, estamos nos preparando para o retorno das aulas presenciais, não temos uma data específica devido ao vírus, mas estamos nos preparando, principalmente, no quesito psicológico, para receber os alunos e professores, para que possam continuar buscando melhorar a sociedade”.

QUEM SÃO OS ARTEIROS PARANÁ

“Minha professora sempre me incentivou nos conteúdos que eu produzia no Instagram, devido ao meu potencial comunicativo, queremos mostrar o bom uso da tecnologia para a Educação”. Bruna Mayara Das Graças Teixeira, 1º Ano Formação de Docentes, Colégio Estadual Antônio Xavier da Silveira “

“Fiquei muito feliz quando fui chamado para fazer parte deste projeto, pretendemos ajudar os alunos que estão desanimados com as aulas remotas, para tornar esta forma de ensino mais didática”. Thiago Lopes, 8°Ano, Escola Estadual Nossa Senhora das Graças

“A rotina de casa é diferente da rotina escolar, agora não temos os professores presencialmente para tirar dúvidas, o que mais faz falta é o ambiente escolar. Para mim o mais difícil foi a organização, precisamos ser mais rígidos com nós mesmos”. Louizi Carneiro Menon, 9° ano, Escola estadual Nossa Senhora das Graças

“Minha família me incentiva em todas as atividades, eu acho o apoio dos pais algo essencial, inclusive neste momento, que os pais são os professores, por isso os Arteiros aconselham os pais que cobrem seus filhos”. Maria Eduarda Pedroso, 2° ano, Colégio Estadual Antônio Xavier da Silveira. E Luiz Henrique Svereda da Rosa, 9°ano, do mesmo colégio.