Romaria Penitencial do Itapará reúne cerca de 4 mil pessoas após dois anos de pausa

Evento ocorre anualmente, mas não estava sendo realizado por conta da pandemia

Amanda Borges

No domingo (03) ocorreu, após dois anos de pausa, a tradicional Romaria Penitencial do Itapará, em Irati. Todos os anos, durante o período de quaresma, fiéis de diversas cidades do Paraná e até de fora do estado, se reúnem na Igreja Ucraniana Assunção de Nossa Senhora. Em decorrência da pandemia, a atividade não pode ocorrer em 2020 e 2021. Este ano, os fiéis participaram em massa, já que cerca de 4 mil pessoas se reuniram no evento que é sinal de penitência e oração.

Na ocasião, o tempo variando de chuva a nublado assustou os organizadores do evento. Contudo, a multidão clamou até chegar aos ouvidos de São Pedro. De acordo com Nestor Hlatki, um dos organizadores, “de repente o tempo clareou e foram chegando veículos. Carros e mais carros, aproximou-se de 600 veículos. Então foi uma surpresa muito grande”. E ele afirma: “você vê que é assim que acontecem milagres”.

Por ocorrer em período quaresmal, a Romaria tem como principal objetivo a oração e penitência, por isso, a programação abrange Via Sacra, Missa e confissões. Por conta do grande público que era esperado, reuniram-se 12 padres para auxiliar na realização das confissões, além das bençãos de artigos religiosos e da água.

De acordo com o Padre Hilario Opaski, pároco da Igreja, além dos padres, também participou o Bispo Dom Sérgio. Todos os sacerdotes colaboraram para que os fiéis voltem para casa renovados na fé. E é exatamente isso que acontece, de acordo com o Padre. “Os participantes sempre comentam das mensagens que levam”, afirma.

Como conta o Padre, a tradicional via sacra é a meditação da trajetória percorrida por Cristo em suas últimas horas de vida. No caso da Romaria, essa celebração é guiada pelo Bispo e acompanhada pelas vozes do coral. Além disso, outra diferença desse evento, são as estações. Elas são construídas em capelinhas individuais, doadas por famílias da localidade. Em cada parada, os participantes são convidados a refletir sobre suas próprias vidas frente aos desafios enfrentados por Jesus ao carregar a cruz.

Além disso, também é servido um café da manhã para recepcionar as caravanas vindas de outras cidades. Ainda, são produzidos e vendidos sonhos, pastéis, cachorro-quente, bolos, pães e o tradicional almoço. De acordo com Nestor, a demanda foi tanta que tudo foi vendido e “só sobraram os potinhos”. Apesar do sucesso de arrecadação e vendas da Igreja, alguns participantes não conseguiram comprar alguns quitutes, pois esgotaram.

Nestor agradece a todos que colaboraram para um momento tão bonito e de fé. Primeiramente as equipes de organização, a Polícia Civil que esteve de prontidão no atendimento e ao público. “A gente se emociona porque vieram muitas pessoas, os empresários de Irati vieram em massa, as comunidades vizinhas daqui também compareceram. Então foi muita emoção”, completa.