Dia Nacional da Ética – 2 de maio

Não é possível agir de modo ético sem uma reflexão entre o que se deve fazer e o que se gostaria de fazer em determinado momento ou situação

Comemorou-se em, 2 de maio o Dia Nacional da Ética. A data marca a reivindicação pelo comportamento ético na Administração Pública e na sociedade. Pouco comemorada neste ano.

A palavra ética tem origem grega: ethos = morada coletiva, vida coletiva. Portanto, seu conceito é usado para atos que resultam no bem comum ou na justiça para o meio social.

Os gregos utilizavam a ética no sentido de hábitos e costumes que resultassem em boa vida e no bem viver entre cidadãos e isso atrelou à ética o significado de modo de ser, de caráter. Um modelo de vida a ser adquirido ou conquistado pela humanidade, por intermédio da disciplina rígida, que lhe formaria o caráter e que seria transmitida pelos adultos aos jovens.

Os filósofos sempre subordinaram a ética aos conceitos de felicidade da vida presente e de bem-estar soberano. A ética, ou sede de justiça, se constitui como uma das três dimensões da filosofia, junto com a teoria e a sabedoria.

Para os romanos, a ética passa a ser denominada “more”: moral. No Direito Romano, ética se refere a normas de conduta, princípios que regem a sociedade, uma espécie de lei.

A ética é histórica, uma vez que está solidificada em noção de valores que mudam na medida que se descobrem novas verdades.

Nesse sentido, não é possível agir de modo ético sem uma reflexão entre o que se deve fazer e o que se gostaria de fazer em determinados  momento ou situação.

Nos anos 1980, como consultor jurídico do CRP-08 e professor convidado de Ética nos cursos de Psicologia, fui contratado juntamente com a saudosa Marcia Xavier Viana, pelo Conselho Federal de Psicologia para reformar o Código de Ética e Processo Disciplinar do Psicólogo. Acalorados debates com profissionais, pouca literatura nacional sobre o tema e a difícil tarefa de estabelecer normas para um profissional julgar seu igual.

É certo que a conduta profissional afeta a todos com os quais o profissional estabelece uma relação direta. Segundo Aristóteles, o primeiro a escrever sobre Ética, “não refletimos para saber o que seja a ética, mas para nos tornarmos pessoas éticas”.

Portanto, não convém adotar um discurso moralizante a dizer como as coisas deveriam ser. Ideais éticos podem ser frustrantes quando comparados ao que ocorre no cotidiano.

“Quem não sabe encontrar o caminho para o seu ideal, vive de modo mais frívolo e insolente que o homem sem ideal” – Nietzsche